NO LIMITE

Projeto de Lei do prefeito José Carlos do Pátio não satisfaz médicos do SAMU

Eles esperavam por um reajuste, pois garantem estar há seis anos com os salários achatados, mas o que ganharam foi um abono de 30%

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27 de Dezembro de 2011, 22h38

Projeto de Lei do prefeito José Carlos do Pátio não satisfaz médicos do SAMU
Projeto de Lei do prefeito José Carlos do Pátio não satisfaz médicos do SAMU

A Câmara de vereadores de Rondonópolis realizou nesta terça feira (27/12), duas sessões extraordinárias, oportunidade em que vários projetos de autoria do executivo foram submetidos a apreciação e votação. Pela manhã, o projeto que aumenta a subvenção destinada às entidades filantrópicas foi o que mais chamou a atenção.

Porém, um dos projetos mais aguardados nesta data, não foi encaminhado à Câmara na primeira sessão extraordinária do dia; o projeto que previa o reajuste salarial para os funcionários do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Houve até mesmo a cobrança por parte do presidente da casa ao chefe do executivo, exigindo o envio do documento. Fato que só ocorreu na segunda sessão, no período da tarde, depois de muita articulação por parte dos vereadores junto ao prefeito José Carlos do Pátio.

Mesmo assim, a proposta não agradou ao presidente da comissão de saúde na Câmara, vereador Mohamad Zaher. O documento na verdade previa um abono de 30% sobre os salários dos profissionais e não a correção retroativa aos seis anos, período em que, segundo os médicos, não recebem reajuste salarial. "Não foi o que eu esperava, eu queria mesmo era que o prefeito encaminhasse o projeto onde prevê o reajuste, mas já é alguma coisa. Em janeiro a gente volta a conversar", disse o vereador.

Para o presidente da Câmara, vereador Ananias Martins Filho, a iniciativa do prefeito alivia o clima tenso vivido hoje em relação aos profissionais do Samu até que inicie as rodadas de negociações salariais com todo o funcionalismo público municipal; inclusive com aqueles que ocupam cargos de confiança.

DO OUTRO LADO

Um dos médicos da equipe do Samu disse para a reportagem do site GAZETAMT que, o abono não favorece nenhuma situação para eles, pois o clima já está insustentável. "Não foi esse o combinado, não esperávamos por um abono, estamos reivindicando reajuste salarial. Além disso, as questões estruturais ainda não foram resolvidas, não adianta autorização para abrir licitação, ou simplesmente comprar o material; o que precisa ser feito é executar, colocar em prática. Não podemos nos dar ao luxo de aguardar 30 ou mais dias para que uma central telefônica seja instalada, ou que, as ambulâncias com mais de cinco anos de uso ainda sejam mandadas para oficinas", concluiu o médico.

Ainda segundo o médico, mais três profissionais estão com a carta de pedido de demissão em mãos e devem entregá-las nos próximos dias para o coordenador do Samu. Além destes três, outros quatro médicos já entraram com o pedido de exoneração; um deles já saiu, outros três, trabalham até o final deste mês.