NEGLIGÊNCIA E CAOS

Mais de 4 milhões de remédios vencidos são encontrados na Saúde de Cuiabá

Inspeção foi realizada a pedido do Ministério Público Estadual

por Da Redação

27 de Dezembro de 2022, 11h51

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Divulgação

Mais de 4,3 milhões de medicamentos vencidos foram encontrados no Centro de Distribuição de Medicamentos e Insumos de Cuiabá (CDMIC), durante fiscalização realizada pelos conselhos Federal e Regional de Farmácia.

A informação foi divulgada nesta semana pelo site MidiaNews. A inspeção foi requerida pelo Ministério Público Estadual (MPE) em meio ao caos que se encontra a Saúde da Capital na gestão Emanuel Pinheiro. 


“O que chama a atenção é o total em unidades de itens vencidos, são 4.386.185 (quatro milhões, trezentos e oitenta e seis mil, cento e oitenta e cinco) unidades”, diz trecho do documento.

Entre os remédios fora da validade, conforme o relatório, está o cloridrato de Metformina, que é usado para tratar diabetes, e a Digoxina, destinada a pacientes com problemas cardíacos. Também constam na lista vários medicamentos de alto custo.

Além dos remédios vencidos, a fiscalização dos conselhos detectou que, de 154 medicamentos enquadrados como essenciais, 68 “estão com o estoque zerado ou muito próximo de zero”.

“Ou seja, aproximadamente 47% (quarenta e sete por cento) dos itens presentes na lista de essenciais estão com o estoque zerado ou próximo de zero”.

De acordo com o documento, dentre os medicamentos praticamente zerados estão antibióticos, controladores de hipertensão e até analgésicos comuns, como paracetamol e dipirona. 


Ao mesmo tempo, vários desses remédios que não estão disponíveis à população estão lotados nas caixas de medicamentos vencidos. 

“Vale ressaltar neste momento que, não há no estoque de produtos dentro da validade o hipoglicemiante Cloridrato de Metformina 850 mg comprimido, mas há 2.738.460 (dois milhões, setecentos e trinta e oito mil e quatrocentos e sessenta) unidades no estoque de medicamentos vencidos, a serem descartados. Assim como outros itens que foram citados neste relatório”, afirma o relatório.


*Caos na Saúde*

 

Há meses, a imprensa noticia diariamente a falta de estrutura mínima de atendimento na saúde básica, que deveria ser prestada adequadamente pela Prefeitura.

Os relatos vão desde a falta de medicamentos e insumos, demora em atendimento, impossibilidade de realizar exames e o atraso de meses dos salários dos profissionais de Saúde, em especial os que prestam serviços ao Hospital Municipal e Pronto-Socorro de Cuiabá. 


Por conta da total negligência da Prefeitura, o Ministério Público Estadual já pediu ao Tribunal de Justiça que determine intervenção na Saúde. Caso a solicitação seja acatada, a gestão passará ao Governo do Estado.