PRESO HÁ 3 MESES

Justiça solta jornalista que enviava fotos do pênis para colegas no Whatsapp

Leonardo Heitor trabalhava com o deputado Ulysses Moraes na Assembleia Legislativa.

por Estevan de Melo, de Cuiabá

27 de Fevereiro de 2020, 06h40

Imagem: Reprodução
Imagem: Reprodução

O jornalista Leonardo Heitor Miranda conseguiu ter a prisão preventiva revogada pela Justiça na tarde desta quarta-feira (26) e ganhar liberdade após 91 dias no cárcere.

Preso desde o dia 25 de novembro de 2019 em razão de descumprimento de medida protetiva, Heitor foi acusado de diversos crimes sexuais contra colegas de profissão, incluindo estupro, tentativa de estupro, importunação sexual e gravação de ato sexual sem consentimento.

A denúncia de estupro de vulnerável foi arquivada, porém, o jornalista deve responder a cinco processos por importunação sexual. O crime tem pena variável de 1 a 5 anos pelo Código Penal.

Leonardo Heitor ainda responde a processos no Estado do Espírito Santo, onde é acusado por 10 mulheres de importunação sexual.

Após trabalhar na imprensa nacional, e em assessorias de imprensa em Brasília, Leonardo Heitor desembarcou em Cuiabá e trabalhou na assessoria de imprensa do deputado estadual Ulysses Moraes (DC) na Assembleia Legislativa, onde veio a ser demitido após um grupo de jornalistas se organizar para denunciá-lo na Delegacia da Mulher em Cuiabá.

As abordagens

Leonardo Heitor tinha o costume de enviar fotos do pênis para as mulheres que mantinha contato telefônico e as abordava com piadas de cunho sexual afirmando ter 24cm de pênis.

O jornalista se utilizava de um perfil falso no aplicativo Whatsapp onde se apresentava como engenheiro de São Paulo bem sucedido que estava em busca de novos relacionamentos para importunar mulheres, em sua maioria, jornalistas que trabalhavam em Mato Grosso.