outra vez

Com placar de 5 votos pela cassação de Pátio, julgamento é adiado por pedido de vista

Além do relator, juiz Federal Pedro Francisco da Silva, também votaram favoráveis à cassação dos mandatos, os demais quatro vogais

por

27 de Março de 2012, 20h35

Com placar de 5 votos pela cassação de Pátio, julgamento é adiado por pedido de vista
Com placar de 5 votos pela cassação de Pátio, julgamento é adiado por pedido de vista

Com placar de 5 votos pela cassação, Pátio volta a ser julgado na quinta (Foto: Marcos Magalhães)O julgamento da cassação dos mandatos do prefeito Zé Carlos do Pátio e da vice-prefeita Marília Salles foi novamente adiado pela Corte do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). O julgamento foi adiado para a próxima quinta-feira (29), depois de um pedido de vistas do 5º Vogal, Samuel Franco Dalia Junior. Além do relator, juiz Federal Pedro Francisco da Silva, também votaram favoráveis à cassação dos mandatos, os demais quatro vogais, inclusive o 1º Vogal André Luiz de Andrade Puzetti, que havia pedido vistas na terça-feira (20). Até o momento o placar aponta 5 votos, dos 6 possíveis pela cassação.

Conforme o relator, juiz Federal, Pedro Francisco da Silva, o prefeito e a vice-prefeita praticaram uma conduta vedada pela legislação, quando mandaram confeccionar 2.857 camisetas para fiscais e delegados no pleito de 2008, que deu a vitória à Pátio por uma diferença de 4.700 votos em relação ao segundo colocado, o ex-prefeito, Adilton Sachetti.

O juiz Federal acatou a tese do MPE e afirmou que a conduta de distribuição de camisetas, todas na cor vermelha, bem acima da quantidade necessária para delegados e fiscais pode ter desequilibrado as eleições, além de configurar gasto ilícito de campanha.

Segundo números apresentados pelo relator, foram confeccionadas 557 camisetas para delegados. Rondonópolis tem três zonas eleitorais, são permitidos dois delegados por zona, o que dá um total de seis.

Já, a defesa alegou que os delegados receberam camisetas a mais para trocar durante o pleito.

Entre as provas apresentadas pelo MPE estão várias fotografias do dia da eleição que comprovariam que a cidade estava invadida de pessoas com camisetas vermelhas, nas esquinas, bares e ruas da cidade e que isto teria potencialidade lesiva na lisura do pleito, com objetivo de causar impacto no eleitor.