Capacitação e Segurança

Servidores são capacitados para monitoramento de tornozeleiras

Cada usuário da tornozeleira tem uma série de normas a cumprir

por GazetaMT

27 de Março de 2016, 08h00

Servidores são capacitados para monitoramento de tornozeleiras
Servidores são capacitados para monitoramento de tornozeleiras

Servidores da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) iniciam nesta semana uma capacitação para aprimorar o serviço de monitoramento de recuperandos que utilizam tornozeleiras eletrônicas. O trabalho integrado com a Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh) vai compartilhar informações sobre procedimentos para reduzir os índices de infração das normas.

A capacitação começou na terça-feira (22.03). Servidores das duas pastas das cidades de Sinop e Rondonópolis participaram do encontro, na sede da Sesp. No dia 30 de março, os servidores do Centro de Comando e Controle da Sesp também farão a capacitação. O trabalho integrado começa a funcionar em abril.

As tornozeleiras começaram a ser utilizadas pelo Poder Judiciário como medida alternativa à prisão em setembro de 2014. Aproximadamente 2,3 mil cidadãos receberam o benefício até março de 2016.

O coordenador do Centro de Comando e Controle (CICC), Marcos Roberto Hubner, disse que a integração é um avanço, pois dará mais celeridade na troca das informações entre as secretarias. "Nosso foco é diminuir a criminalidade, ter o conhecimento e controle compartilhado com a Sejudh para, em caso de crime, saber se não havia uma pessoa com tornozeleira. A integração vai trazer melhores resultados", destacou.

Cada usuário da tornozeleira tem uma série de normas a cumprir. Umas das principais é o carregamento da bateria, o que assegura que os dados continuem sendo enviados para a central de monitoramento. "O sistema demonstra o raio que a pessoa pode ocupar. Quando há emissão do sinal, a pessoa será avisada. Em caso de falta de carregamento da bateria, um contato também será realizado", Hubner.

Para o secretário de Justiça e Direitos Humanos, Márcio Frederico de Oliveira Dorilêo, o uso da tornozeleira "contribui para o controle da criminalidade e agiliza o processo de reinserção dos recuperandos".

"Com a possibilidade efetiva de controlar cada movimento do recuperando por meio do monitoramento, o governo não precisará mais mantê-lo no sistema penitenciário. Outro ponto positivo, também na área econômica, é a diminuição de custos com contratação de pessoal e ampliação de infraestrutura".