CORONAVÍRUS
Prefeito considera 'inoportuna e inadequada' afrouxamento decretado por Mendes
Pinheiro lembrou que o Ministério Público do Estado de Mato Grosso, Ministério Público Federal e Ministério Público do Trabalho requereram ao governador Mauro Mendes a suspensão dos efeitos do Decreto 426/2020.
27 de Março de 2020, 17h08
Prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro (MDB),disse nesta sexta-feira (27), mesmo que o governador Mauro Mendes (DEM) tenha optado pelo afrouxamento da regra do isolamento social, a maioria dos estabelecimentos comerciais irão atender o decreto municipal para evitar a propagação do novo coronavírus, a Covid-19. Ele disse ter ficado assutado com a medida do democrata.
O decreto do Governo Estadual autoriza a abertura de shopping centers, lojas de departamento e galerias e outros. Por outro lado, o prefeito disse contar com o apoio de vários setores que irão permanecer fechado, a exemplo dos 4 shoppings, os supermercados e outras atividades.
"O meu decreto vai na linha da Organização Mundial de Saúde, até o dia 5 de abril , e vamos ir ajustando e monitorando para saber como agir até a data do fim da quarentena. Iremos conversando sempre com o setor produtivo", disse o prefeito alegando invasão de competência.
Pinheiro lembrou que o Ministério Público do Estado de Mato Grosso, Ministério Público Federal e Ministério Público do Trabalho requereram ao governador Mauro Mendes a suspensão dos efeitos do Decreto 426/2020.
“Me assustou. Achei inoportuno. Teve reação imediata dos Ministérios Públicos. Inoportunas, precipitadas, tremendamente equivocadas. Fico preocupado. São violências contra a população. Precisamos proteger a população. Liberaram quase tudo, na minha opinião vai na contramão de todas as opiniões cientificas, foi equivocada e precipitada”, comentou o prefeito.
Pinheiro ressalta que as medidas foram tomadas contra a sua vontade, mas a situação o obrigou. "Prefiro pecar por excesso do que por omissão. A saúde e a vida das pessoas estão em jogo", comentou.