LEGISLATIVO
Depois de mudança de partido e convite para cargo no Estado, Cadidé retorna à Câmara
27 de Abril de 2016, 16h28
O vereador Aristóteles Cadidé (PSDB) retornou nesta quarta-feira (27) às atividades junto ao Legislativo de Rondonópolis e reassumiu a cadeira já durante a sessão ordinária. Recém filiado à sigla tucana, o parlamentar se mantinha afastado para atuar, a convite do governador Pedro Taques (PSDB), como secretário adjunto na Secretaria Estadual de Infraestrutura. Na época, há seis meses, o vereador ainda estava filiado ao PPS.
Cadidé vinha sendo substituído pelo também recém "tucanizado" Carlos Vanzeli. De volta à Casa de Leis, o titular destacou o trabalho do colega frente a votações importantes como a dos projetos do PCCV dos servidores municipais. "Os temas na cidade evoluem mas muitas vezes são retomados, são corriqueiros e não teremos dificuldades de acompanhar as tramitações legislativas graças aos trabalhos que já foram feitos", disse. Sobre o retorno, Cadidé projeta, agora, Rondonópolis com mais atenção por parte do Governo do Estado. "Minha volta vem pra garantir esta aproximação. Esse período serviu para a interação entre as Pastas".
Cadidé ressaltou, ainda, que os trabalhos deram resultado. O córrego canivete, cujo verba para as obras foram orçadas em mais R$14 mi e perdidas pelo município, poderá, segundo afirma, ser retomado. Projetos para o Anel Viário Conrado Sales de Brito e MT 270 também foram postos em pauta, informou o vereador.
Ano eleitoral
Fator que pesou no retorno de Cadidé a Rondonópolis foi a opção do PSDB quanto ao projeto político para o município nestas eleições. Com candidatura à majoritária descartada por parte do vereador, a possibilidade é a de garantir que os tucanos voem, a nível municipal, na mesma direção que os de nível de Estado.
No PSDB Rogério Salles é o cotado para a corrida à Prefeitura, mas o alinhamento da sigla ainda esbarra no próprio leque de opções, talvez o mais complicado atualmente se analisado junto a um projeto mais amplo. Com PSDB e PSD governando Mato Grosso, pinga em Rondonópolis a dúvida quanto ao nome de Salles -que pode ou não aceitar o desafio-, do vereador Ibrahim Zaher -candidato até o momento pelo PSD- e até mesmo do senador José Medeiros, ainda não descartado oficialmente pelo sociais democráticos.
Pelo que viu e ouviu junto ao Estado, Cadidé defende que o momento é o discussões antes de qualquer confirmação, inclusive a de Salles. "O município tem uma história política e não dá pra falar em ruptura ou mudança sem avaliar esta história e os interesses da população. Vamos buscar trazer o pensamento do governador para os grupos da cidade para que possamos construir a cidade que queremos, independente de quem esteja governando".