JÁ TEM 13 ASSINATURAS
Câmara de Cuiabá abre CPI para investigar denúncia de medicamentos vencidos
A propositura é assinada pelo vereador Lilo Pinheiro (PDT) e foi lida na sessão virtual desta terça-feira (27).
27 de Abril de 2021, 11h33
A Câmara Municipal de Cuiabá anunciou na manhã desta terça-feira (27), a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar os medicamentos vencidos encontrados no Centro de Distribuição de Medicamentos e Insumos de Cuiabá (CDMCI).
O requerimento de autoria do vereador Lilo Pinheiro (PDT), foi lida na sessão virtual desta terça-feira.
A reportagem apurou que o documento já conta com a assinatura de 13 parlamentares e foi encaminhado à procuradoria da Câmara que tem 48h para analisá-lo e enviar parecer à Mesa Diretora que deverá publicar a Resolução para a constituição dos membros da CPI e o fato a ser investigado.
O escândalo dos remédios vencidos veio à tona na última sexta-feira (23), após os vereadores da oposição ao prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) terem recebido uma denúncia.
Diante das informações, um grupo de parlamentares foi até o CDMCI onde teriam constatado o fato.
De acordo com os parlamentares, entre as medicações está o AmBisome, antifúngico que custa mais de R$ 20 mil.
Assim que instaurada, a CPI terá 120 dias para a conclusão dos trabalhos.
Deccor investiga
A Delegacia de Combate à Corrupção, da Polícia Civil, abriu um inquérito para apurar o assunto.
O comando das investigações será conduzido pelo titular, delegado Eduardo Botelho. Responsáveis pelo depósito e até mesmo a secretária devem ser ouvidos.

Secretária se explica
Na manhã desta terça-feira, a secretária de Saúde de Cuiabá, Ozenira Félix, participou da sessão plenária da Câmara de Cuiabá para prestar esclarecimentos sobre a denúncia dos medicamentos vencidos.
Segundo a secretária, logo ao assumir a pasta, em outubro de 2020, o responsável pelo CDMIC a procurou para apontar a sua preocupação quanto a medicamentos vencidos, na época.
21 caixas de documentos, notas e relatórios que já estavam sendo analisados por uma comissão instituída na Pasta foram levados para a Casa de Leis.
Elareconheceu que há falhas no sistema, afirmou que não há justificativa para elas, mas que a secretaria busca corrigi-las.
"Esse trabalho feito até agora, essa documentação, vai ser entregue à Câmara de Cuiabá, ao Tribunal de Contas e à Delegacia de Combate à Corrupção. Não sabemos ainda o dolo, a culpa, o que houve ou o que aconteceu. Por enquanto, não temos as respostas, por isso vim com a equipe toda aqui. Mas em breve teremos coisas mais palpáveis", disse.
"Não temos ainda todas as respostas, mas elas serão dadas, não só à Câmara Municipal, mas para todos os órgãos de controle", completou.
