GAECO

Força Tarefa deflagra operação contra quadrilha de roubo de fertilizantes agrícolas

Mandados de busca e apreensão e de prisão estão sendo cumpridos em Rondonópolis, Cáceres, São Gabriel do Oeste-MS e Dourados-MS.

por Da redação

27 de Abril de 2022, 08h38

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Divulgação

Com o objetivo de combater uma quadrilha especializada em furto, roubo, estelionato e desvio de carregamentos de fertilizantes agrícolas, em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul , uma operação foi deflagrada na manhã desta quarta-feira (27), sob o comando do Grupo De Atuação Especial Contra O Crime Organizado (GAECO-MT), com o apoio da PRF, PJCMT e PMMT. A ação denominada (PLACEBO) cumpre 21 mandados e busca e apreensão pessoal e domiciliar e 04 mandados de prisão preventiva, nos municípios de Rondonópolis, Cáceres, São Gabriel do Oeste-MS e Dourados-MS.

Além dos mandados, o Juízo da Sétima Vara Judicial Criminal de Cuiabá também determinou por meio de medida judicial, a proibição de contato entre os investigados, sequestro e bloqueio de bens. Conforme apuração do GAECO, os investigados atuavam de forma criminosa utilizando um “modus operandi” na execução dos crimes, nos quais subtraiam a totalidade de carregamentos de fertilizantes agrícolas ainda na posse de motoristas, que também eram cooptados para o crime. Em seguida, trocavam a carga por material “adulterado” para ser entregue ao destinatário, que no caso são os produtores rurais.

Como o produto entregue se tratava de uma simulação (PLACEBO) sem nenhuma propriedade para o plantio, causava prejuízos diretos às lavouras, bem como os transportadores, agenciadores e muitos outros que arcavam com os prejuízos das cargas subtraídas.

Na sequência, o material roubado verdadeiro era novamente “adulterado” e multiplicado, no qual era adicionado produtos de baixo ou nenhuma qualidade, sendo posteriormente revendido a outros produtores rurais como fertilizante agrícola legítimo. Durante a investigação apurou-se também que diversas empresas atuavam como verdadeiras “fabricantes” de nota fiscal, com a finalidade de legalizar uma “fictícia” entrada do produto em estoque, sendo que essas empresas ainda eram utilizadas para emissão de notas fiscais de venda e transporte do material subtraído, com aparência de produto legal.