Rejeição de Wellington é explorada por ala do PMDB contrária a coalizão com PR nas indiretas
27 de Maio de 2012, 00h16
O nome do deputado federal Wellington Fagundes (PR) foi a munição preferida na artilharia utilizada pelo grupo que deseja afastar o PMDB de um coalização com o PR - inviabilizando o apoio ao prefeito interino Ananias Filho nas eleições indiretas, no próximo dia 13, e também uma aliança entre os partidos na eleição de outubro.
Além da alta rejeição junto aos rondonopolitanos, Wellington é um adversário histórico do PMDB; e esses fatores foram relembrados (e ressaltados) diversas vezes na reunião promovida neste sábado (26) pelo diretório municipal do PMDB.
Evitando críticas diretas ao prefeito interino Ananias Filho, que goza da simpatia dos líderes e de boa parte da militância, os defensores da candidatura própria do PMDB investiram contra o que seria 'um manobra' de Fagundes para 'assumir o controle da Prefeitura agora e esmagar o partido nas eleições de outubro'.
De quebra, o parlamentar foi mais uma vez acusado de 'não gostar de pobres' e de usar meios de comunicação 'para enganar a população'.
Correta ou não, o fato é que a tática surtiu efeito. Tanto é assim que os vereadores pró-Ananias não tiveram problemas para justificar o apoio ao vereador republicano, mas ficaram indefesos diante das ilações envolvendo o nome do parlamentar e presidente regional do PR.
Vale lembrar que o 'Buxixo' já havia antecipado aqui o risco de Ananias ser prejudicado pela rejeição de Wellington Fagundes. Resta saber agora que antídoto o prefeito interino e seus aliados usarão contra esse veneno.