No senado
Projeto da 'Cura Gay' será discutido na próxima terça feira em reunião de líderes
Representantes de ONGs também querem a destituição imediata do deputado presidente da Comissão de Direitos Humanos,deputado Marco Feliciano.
27 de Junho de 2013, 08h20
O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, informou aos manifestantes que se reuniram com ele ontem (26) que será realizada uma reunião de líderes na próxima terça-feira (2/7) para encaminhar o pedido de urgência para o projeto que se refere ao tratamento da homossexualidade (PDC 234/11). Com isso, a proposta será votada no dia seguinte (quarta-feira, 3/7) pelo Plenário.
A intenção, disse o presidente, é que a proposta seja "enterrada". O projeto, já aprovado pela Comissão de Direitos Humanos e Minorias, ainda precisa de pareceres das comissões de Seguridade Social e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania, os quais podem ser apresentados no Plenário.
Alves recebeu as reivindicações de manifestantes que realizam protesto na Esplanada dos Ministérios. Ele afirmou que os deputados devem analisar todas as demandas e marcou para 14 de agosto uma reunião com todos os presentes, para avaliar as respostas dadas pela Câmara.
Ao lembrar de outros movimentos populares de que participou, desde a oposição à ditadura militar, o presidente da Câmara elogiou a participação dos manifestantes nos protestos organizados de forma pacífica e ordeira.
Reivindicações
Participaram da reunião com o presidente da Câmara dos Deputados representantes dos grupos Companhia Revolucionária Triângulo Rosa, Juntos, Movimento Honestinas, Anel, Domínio Público, Rompendo Amarras. Todos atuam na defesa dos direitos humanos, pelo Estado laico, a cidadania plena para LGBTs, mulheres, negros e indígenas.
Durante a reunião eles afirmaram que, além do arquivamento do projeto da 'Cura Gay', querem também a destituição do deputado Marco Feliciano (PSC-SP) da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, "por entender que a representação dos direitos humanos não deve ser realizada por um deputado que através de sua atuação pública fere os direitos humanos".