Violência e impunidade; Crimes sem solução deixam Rondonópolis com imagem de 'terra sem lei'.
27 de Junho de 2013, 06h28
A escalada da violência em Rondonópolis continua, com destaque para os crimes contra a vida. Nos últimos três anos tivemos uma explosão de homicídios e tentativas de homicídios, sem que houvesse uma reação equiparável das autoridades. Continuamos com um efetivo policial reduzido e, o que é pior, aparentemente incapaz de garantir a apuração dos casos com a punição dos envolvidos.
Há quem justifique a situação jogando a culpa nas vítimas. Atribuem as mortes à brigas entre gangues ou ao envolvimento com o narcotráfico. Além de cruel e indigno de uma sociedade que se diz civilizada, este raciocínio é falso.
Na longa lista de vítimas nos casos não solucionados temos empresários, jovens sem passagens pela polícia e até servidores públicos (o último deles foi o professor universitário João Botteri Negrão).
Está passando da hora da sociedade se levantar contra essa situação, cobrando uma resposta adequada a esse morticínio. Sem isso, continuaremos todos sob o risco de nos tornarmos 'a próxima vítima'. E a cidade, antes conhecida pela pujança econômica, fatalmente resgatará o título de 'terra sem lei' - com repercussões indesejáveis em outras áreas, como a atração de novos investimentos.