Assembleia Legislativa
Nininho e Guilherme Maluf se posicionam a favor do Governo sobre pagamento de 6% da RGA
O projeto encaminhado pelo Poder Executivo à Assembleia propõe pagar a recomposição salarial em três parcelas de 2%
27 de Junho de 2016, 09h43
Durante sessão extraordinária, os deputados estaduais devem analisar nesta segunda-feira (27) na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), o projeto sobre a Revisão Geral Anual (RGA) dos servidores públicos estaduais, que estão em greve desde o dia 31 de maio.
O deputado Ondanir Bortolini (PSD), Nininho, destacou que ficou clara a disposição do Governo do Estado em conversa com os Sindicatos das categorias em grave ao longo desses dias.
No entanto, os representantes não estão querendo enxergar a realidade de Mato Grosso, onde dos 27 estados da Federação, apenas dois estão se propondo a pagar esse reajuste. "Não podemos ser irresponsáveis de promoter o que não se dá conta de cumprir. É óbvio que nossos servidores precisam ser valorizados, mas hoje, o Estado não consegue cumprir o valor pedido, propondo então 6%, é o que temos condições de cumprir neste momento", afirma Nininho.
O presidente da Assembleia, deputado Guilherme Maluf (PSDB), disse na manhã de hoje que o Governo do Estado está no caminho certo. "Tenho convicção que estou fazendo a coisa certa, aprovando o projeto de propõe pagar a recomposição salarial de 6% em três parcelas".
Guilherme Maluf ainda completou a fala dizendo que as portas da Casa de Leis estarão abertas para receber os servidores em greve que desejam acompanhar a sessão.
Proposta do governo
O projeto encaminhado pelo Poder Executivo à Assembleia propõe pagar a recomposição salarial em três parcelas de 2%. A primeira em 2016 e outras duas em 2017. O restante, de 5,28% [para atingir o percentual de 11,28 de correção], segundo o projeto, seriam pagos em duas parcelas, no ano que vem, no entanto, se a despesa com folha de pagamento de pessoal seja menor de 49%. Porém, essa quarta proposta foi rejeitada pelos servidores nesta semana.
Na terça-feira (21), os deputados estaduais mandaram uma contraproposta ao estado, elaborada em consenso com o Fórum Sindical, para o pagamento da RGA em três parcelas e 2% e uma de 4,21%. Entretanto, na quarta-feira (22), o governo rejeitou, alegando falta de condições financeiras para atender ao pleito.