NO SENADO
Empossado pela saída de Maggi, senador do PR prevê aumento de bancada contra Dilma
27 de Junho de 2016, 07h48
Empossado no cargo após a filiação de Blairo Maggi ao PP e posterior nomeação ao Ministério da Agricultura, o senador José Aparecido dos Santos, o Cidinho (PR), não acredita no retorno da presidente da República Dilma Rousseff (PT), afastada desde o dia 11 de maio após o Senado votar pela admissibilidade do processo de impeachment. "Acredito que serão até 61 votos. A tendência é que aumente ainda mais a votação favorável que foi de 55. Não acredito neste retorno", disse.
Na avaliação de Cidinho, os últimos acontecimentos envolvendo o governo do presidente interino Michel Temer (PMDB) não foi capaz de criar uma onda a favor do retorno da petista pois a maioria está convencida de que se trata de um retrocesso à política nacional.
"O retorno da Dilma seria um retrocesso político-econômico muito grande ao país. A esperança que se está criando hoje, de um momento novo para país, voltaria à estaca zero e aumentaria muito a instabilidade econômica. Não acredito nessa possibilidade", completou.
Cidinho ainda elogia o desempenho do presidente Michel Temer, que, em sua avaliação, estabeleceu uma estratégia econômica e política de retomada da credibilidade junto aos diversos setores da sociedade para recuperar o país.
"O Governo Temer trabalha para atravessar essa fase do impeachment da melhor maneira possível. É um processo no qual ele deve se firmar como presidente, pois tem adotado medidas importantes e restabelecendo a confiança no país", disse.
Outro ponto criticado pelo senador mato-grossense é a proposta do PT de pregar novas eleições presidenciais e atribuir problemas como o aumento da taxa de desemprego ao governo interino, quando na verdade se trata de uma série de medidas econômicas equivocadas tomadas nos últimos anos. "Nova eleição é inviável, o próprio STF já foi consultado informalmente e deixou claro. É oportunismo, pois o PT ficou 14 anos no poder, mas coloca para a sociedade que o Temer, em 30 dias, destruiu o país, quando, na verdade, é bem o contrário", disse.
Com informações FolhaMax