ASSEPSIA
Diretor e subdiretor da PCE presos em operação do GCCO são exonerados
Eles e mais outras cinco pessoas são investigados por facilitação de entrada de celulares no presídio, em Cuiabá.
27 de Junho de 2019, 14h48
O governador de Mato Grosso Mauro Mendes (DEM) exonerou o diretor da Penitenciária Central do Estado (PCE) Revétrio Francisco da Costa, e o subdiretor, Reginaldo Alves dos Santose, que são investigados por participarem de um esquema que facilita a entrada de celulares na unidade prisional, em Cuiabá.
O decreto foi publicado no Diário Oficial do Estado que circulou na última segunda-feira (24).
A dupla foi presa na Operação Assepsia, deflagrada pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) no último dia 18. Na ação três policiais militares e dois detentos também foram presos.
De acordo com a Polícia Civil, as investigações começaram no dia 06, quando agentes penitenciários interceptaram um freezer recheado de aparelhos celulares, que seria entregue a um reeducando apontado como um dos líderes da facção Comando Vermelho.
As investigações mostraram que todos os investigados se reuniram momentos antes do eletrodoméstico entrar na unidade, toda a ação foi registrada pelas câmeras de segurança da penitenciária.
Os investigados poderão responder pelos crimes de integrar organização criminosa, corrupção passiva e ainda por facilitação de entrada de celulares em estabelecimento prisional.
Com a prisão de Revétrio e Reginaldo, a PCE passa a ser comandada interinamente pelo agente penitenciário Agno Ramos.
Interrogatórios
Os ex-diretores da PCE foram interrogados na última segunda-feira (24), pelos delegados Frederico Murta e Juliana Chiquito Palhares, responsáveis pelas investigações.
Revétrio disse aos delegados que teria sido usado pelos PMs. Já Reginaldo contou que não sabia da entrada do freezer na penitenciária. Com isso, ambos negaram quaisquer envolvimento nos crimes.
Ainda na segunda-feira, os detentos Luciano Mariano da Silva, conhecido como "Marreta", e Paulo César da Silva, o “Petróleo” foram ouvidos pelo GCCO. No entanto, o conteúdo da oitiva dos faccionados não foi divulgado.
O interrogatório dos militares, sendo eles tenente Cleber de Souza Ferreira, o subtenente Ricardo de Souza Cavalhaes e o cabo Denizel Moreira dos Santos Júnior ocorreu na terça-feira (25), onde eles optaram por se manter em silêncio.
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