Sem Educação: Classe política nega apoio ao movimento grevista dos servidores federais
27 de Julho de 2012, 08h30
Tem político que adora dizer que defende a Educação, mas, na hora 'h', poucos são os que realmente assumem posições. Um bom exemplo disso é a atuação deles diante da greve que paralisa várias categorias de servidores federais, entre elas os professores das universidades e institutos técnicos.
Esta já é a maior e uma das mais longas greve já realizadas no país. Mais de 200 categorias de servidores estão paralisdas a mais de dois meses. Apesar disso, 'nossos' representantes na Câmara e no Senado Federal mantém o silêncio e evitam participar das mobilizações e atos convocados pelos grevistas.
A omissão foi evidenciada na quinta-feira da semana passada durante o abraço simbólico ao prédio da Biblioteca Regional. A ideia era demonstrar o apreço ao conhecimento e cobrar agilidade nas negociações com governo federal. Vários políticos com mandatos estavam na cidade naquele dia, mas nenhum apareceu por lá.
Aliás, para falar com o senador Blairo Maggi, líder de da bancada do PR no senado, os professores e técnicos do IFMT tiveram de ir até o Sindicato Rural - onde o senador tratava de um assunto que, para ele, parecia mais interessante: a Exposul.
A situação se repetiu na última segunda-feira (23), desta vez com o senador Pedro Taques (PDT) - que também preferiu a companhia dos grandes produtores rurais ao invés de visitar o movimento grevista na UFMT.
Ontem a situação melhorou um pouco, com a presença de um representante do deputado federal Valtenir Pereira (PSB) na vigília realizada pelos grevista no IFMT/Rondonópolis - o que, convenhamos, é muito pouco.
Ontem o presidente em exercício do Sindicato dos Servidores Federais em Rondonópolis (Sinasefe), Ricardo Klinkerfus Filho, lamentou a situação. "Todo o segmento político deveria estar preocupado, afinal os alunos estão sem aulas e os professores estão lutando para resolver problemas salariais e de condições de trabalho. A gente vê com muita decepção o fato de não termos um apoio mais próximo", reclamou.
Resta saber se, com esse comportamento, a classe política ainda terá a 'cara-de-pau' de levantar a bandeira da Educação nas promessas de campanha...