RESPOSTA
Medeiros rebate acusações de site da capital e destaca “perseguição ideológica”
27 de Julho de 2017, 14h03
Em virtude de sua ação combativa durante todo o processo de impeachment do ano passado e também as denúncias rotineiras que faz sobre os desmandos do PT durante os mais de 13 anos que o partido permaneceu no poder - somando os dois mandatos de Luis Inácio Lula da Silva (2003 a 2010) e o tempo que Dilma Rousseff (2011 a 2016) permaneceu na Presidência da República - o senador mato-grossense, José Medeiros (PSD), conseguiu rápida notoriedade do seu trabalho no estado e fora dele. O perfil de liderança de uma ala de pensamento político - confirmada em sua influência nas redes sociais, onde tem, por exemplo, a segunda Fan Page mais relevante no Facebook entre os políticos de Mato Grosso - lhe trouxe o "prejuízo" de ser odiado por uma setor ativista da imprensa estadual.
Um site de capital Cuiabá, por exemplo, pertencente a um conhecido jornalista militante de esquerda, vem desde 2016 perseguindo a imagem do jovem senador e, na maioria das vezes, publicando materiais com informações distorcidas a fim de lhe atribuir desgaste junto aos seus leitores. A última das tentativas foi a publicação de um texto sinalizando claramente que o parlamentar teria superfaturado nota de custeio de hospedagem em um estabelecimento cuiabano, localizado bem em frente a Rodoviária. A publicação ressalta que consta na prestação de contas do senador, referente ao mês de junho, o valor gasto de R$ 1.792,00 em estadia no Hotel Skala em um determinado dia, acrescidos de R$ 1.117,00 e R$ 675,00 em uma segunda e terceira oportunidade. Só a título de informação, o Buxixo ressalta que quem conhece Cuiabá sabe que a localidade e os empreendimentos hoteleiros próximos ao Terminal estão longe de serem sinônimos de requinte.
Para não deixar dúvidas na intenção da publicação, o jornalista do site ainda ressalta que entrou em contato com o estabelecimento e detectou que a diária mais cara do Skala é de R$ 300 em uma suíte de luxo, levando o leitor a concluir o superfaturamento do congressista. Em contato com a coluna, no entanto, Medeiros explicou que cada um dos valores pagos são frutos de vários dias acumulados de hospedagem, já que tem vindo toda semana participar de eventos no estado, e não são gastos relativos a somente uma diária ou pernoite como sinaliza a publicação. O senador ressalta ainda que a informação teria sido facilmente confirmada pela administração do hotel, a quem ele solicitou o modelo de pagamento, caso realmente fosse a intenção do veículo esclarecer a situação.
O crescimento acentuado do nome do senador que substituiu Pedro Taques (PSDB) no alto parlamento, aparentemente, tem irritado a esquerda mato-grossense que sonha ver, em 2018, algum de seus representantes como um dos dois eleitos ao Senado Federal, coisa que historicamente não é algo comum em Mato Grosso, a não ser em raros momentos como com Serys Slhessarenko. Medeiros quer a reeleição e tem buscado meios políticos para isso, mas assim como quase 90% dos nomes que aparecessem com força para as vagas não tem tendência de pensamento que convirja com muitos profissionais da comunicação do estado. Em tempos de polarização tão forte e com as eleições já batendo a porta, o senador, ao que parece, pode preparar o lombo.