“CPI do Paletó”

Vereador cobra do presidente da Câmara novas nomeações da CPI que investiga prefeito de Cuiabá

O presidente da Câmara afirmou que só irá se pronunciar depois que for oficialmente notificado pela Justiça.

por De Cuiabá-Sabryna Carvalho

27 de Agosto de 2019, 13h26

Vereador cobra do presidente da Câmara novas nomeações da CPI que investiga prefeito de Cuiabá
Vereador cobra do presidente da Câmara novas nomeações da CPI que investiga prefeito de Cuiabá

O Vereador da oposição Diego Guimarães (PP), cobrou na manhã desta terça-feira (27), em sessão plenária, que o presidente da Câmara de Cuiabá, Misael Galvão (PSB), faça a nomeação dos novos membros da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que investiga o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), no caso conhecido como "CPI do Paletó".

Na última sexta-feira (23), a Justiça de Mato Grosso determinou que a CPI fosse retomada e julgou procedente um Mandando de Segurança que denunciava a base aliada do prefeito. Os vereadores Adevair Cabral (PSDB), relator, e Mario Nadaf (PV), membro da Comissão, usou de "manobra política" ao participar das investigações. A decisão da Justiça afastou os parlamentares da CPI.

Há dois anos, foi divulgado um vídeo que o prefeito foi flagrado, quando ainda era deputado estadual, recebendo maços de dinheiro. Foto: Reprodução.

Com a decisão judicial, o presidente da Câmara teria 48 horas para nomear os novos membros da CPI. "Vossa Excelência recebeu ontem das minhas mãos uma cópia da decisão e já têm o inteiro conhecimento da decisão. Então cabe a Vossa Excelência tomar a decisão e publicar uma nova resolução nomeando dois novos membros dentre aqueles que inicialmente assinaram a CPI do Paletó", cobra Diego Guimarães, que já demonstrou interesse em participar das investigações.

Nesta última segunda-feira (26), o sistema do Poder Judiciário de Mato Grosso estava fora do ar devido a problemas técnicos. O presidente da Câmara afirmou que só irá se pronunciar depois que for oficialmente notificado pela Justiça. "Pauta nesse sentido só depois que eu for notificado. Depois irei sentar com a Procuradoria Geral para que eu possa me posicionar", rebate Misael.