RONDONÓPOLIS
CDL pede ao MP e Caixa alternativas em prol do comércio da avenida Arnaldo Estevão
O encontro, ocorrido nessa quarta-feira (26), atende a um pedido dos lojistas e demais comerciantes que perderam até 80% de seu faturamento em decorrência do fechamento da rua
27 de Agosto de 2020, 17h47
A Câmara de Dirigentes Lojistas de Rondonópolis (CDL), representada pelo presidente, Thiago Sperança, e pelo corpo jurídico da entidade, solicitou junto ao Ministério Público e representantes da Caixa Econômica Federal (CEF) uma reunião para propor novas medidas de controle da aglomeração de pessoas nas tendas instaladas em frente à agência localizada na avenida Arnaldo Estevão, na região central de Rondonópolis. O encontro, ocorrido nessa quarta-feira (26), atende a um pedido dos lojistas e demais comerciantes que perderam até 80% de seu faturamento em decorrência do fechamento da rua.
Em representação a estes comerciantes, a CDL expôs os prejuízos sofridos desde o início da pandemia da Covid-19 no município, situação agravada pela impossibilidade de retomada das atividades naquele ponto específico da região central. As atuais tendas foram instaladas pela Prefeitura, em atendimento a uma recomendação do próprio Ministério Público Federal, para abrigar as pessoas que precisam se descolar até a agência da CEF, especialmente para o recebimento das parcelas do Auxílio Emergencial pago pelo Governo Federal em decorrência do impacto econômico provocado pelo novo coronavírus.
Ocorre que o atual modelo adotado pelo Município e CEF tornou grande parte do comércio da região inacessível aos clientes. Entre as ideias apresentadas pela CDL, está a utilização da Praça Brasil como ponto de espera da população. “O que nós propusemos nesta reunião foram ações de melhoria, tanto na parte estrutural quanto no atendimento da população, sem ocasionar ainda mais prejuízo aos lojistas desta avenida tão importante para o comércio do centro da cidade. Com a previsão de pagamentos, por exemplo, do auxílio emergencial, até dezembro de 2020, quem precisa do ponto comercial para trabalhar ficará em uma situação ainda mais difícil que a já provocada por toda esta pandemia”, pontua Sperança.

Além da utilização da Praça Brasil como ponto de espera, também foram sugeridos pela CDL a distribuição de senhas para organizar o fluxo, instalação de banheiros químicos e melhorias na estrutura para abrigar com mais conforto as pessoas que precisam do atendimento.
Em resposta, Valmir Campos Batista, representante da CEF na reunião junto ao MP, sugeriu a instalação de tendas menores, permitindo ao menos o fluxo parcial para o acesso às lojas. “No nosso entendimento, a responsabilidade maior de solucionar este problema, neste momento, é da Caixa Econômica. Enquanto instituição, ela tem condições de garantir as melhorias à nossa população, adequando os espaços, organizando o fluxo de pessoas e possibilitando o funcionamento do comércio daquela região”, completa Sperança.
A pedido do MPF, representado na reunião pelo procurador Rodrigo Pires de Almeida, a CDL de Rondonópolis se comprometeu a encaminhar, nos próximos dias, um novo documento com o detalhamento dos impactos sofridos pelos lojistas impedidos de trabalhar na avenida Arnaldo Estevão.
Ofício à Setrat
Recentemente, um Ofício relatando as perdas no faturamento de comerciantes da avenida Arnaldo Estevão foi encaminhado à Secretaria Municipal de Transportes e Trânsito de Rondonópolis (Setrat), acarretado pela redução drástica na circulação de clientes também pela falta e estacionamento nos entornos dos estabelecimentos comerciais. Além disso, a aglomeração de pessoas que aguardam pelo atendimento da CEF inibe a movimentação regular dentro das lojas.