reta final

Debate em colégio católico tradicional de Cuiabá atrai jovens que irão votar pela primeira vez

Os candidatos puderam expor suas opiniões e ponto de vistas para uma plateia cheia de novos eleitores.

por YURI RAMIRES/ DE CUIABÁ

27 de Setembro de 2012, 14h39

Debate em colégio católico tradicional de Cuiabá atrai jovens que irão votar pela primeira vez
Debate em colégio católico tradicional de Cuiabá atrai jovens que irão votar pela primeira vez

Já na reta final do pleito municipal de 2012, os candidatos a prefeito de Cuiabá participaram na manhã desta quinta-feira (27) de um debate junto com os alunos do Colégio Salesiano São Gonçalo, um dos colégios mais tradicionais da capital. 

Dividido em quatro blocos, o debate que começou às 11 horas teve momentos altos, considerando a platéia de pouca idade, e tem que julgue, imatura para discutir politica. Alunos do segundo e terceiro ano do Ensino Médio foram o público alvo, visando que muitos deles irão votar pela primeira vez na próxima semana.

Segundo a coordenação do colégio, o objetivo do debate é fazer com que os alunos tenha em mente a importância do voto e principalmente, em quem votar.

Estiveram presentes todos os candidatos com exceção do tucano Guilherme Maluf, vaiado pelo grupo de estudantes. A organização do debate informou que a assessoria do candidato justificou a ausência devido a uma entrevista que seria concedida no mesmo horário. 

Para começar, cada candidato teve tempo para fazer a apresentação pessoal, suas vontades e objetivos para Cuiabá. Cada um defendendo sua bandeira. Os alunos também tiveram a oportunidade de participar por meio de perguntas selecionadas.

Como por exemplo, Lúdio Cabral (PT), que foi questionado sobre a necessidade do dinheiro gasto pela prefeitura com o desfile no carnaval da mangueira. O petista, que já havia se posicionado contra, comentou mais uma vez seu posicionamento, afirmando que a atual gestão investe menos da metade da verba que foi investida na Mangueira na cultura de Cuiabá. 

Um dos pontos quentes do debate foi quando Mauro Mendes foi questionado sobre as criticas aos adversários, ou no pé da letra, "para que se preocupar com a vida dos outros?", dizia. A plateia, vigiada por professores e coordenadores, foi ao êxtase, esperando um debate mais acalorado. 

Mauro respondeu que não tem feito críticas, mas que é alvo de ataques constantemente desde que começou na política, em 2008. Além disso, ele comentou que existem pessoas que buscas fuçar o passado para ver se descobre algum podre para usar de forma negativa a seu respeito.

Adolfo Grassi respondeu sobre os radares eletrônicos, dizendo que é favorável, pois eles trazem consigo um cunho educativo. 
Questões de corrupção como o caso do Mensalão e das Land Rover também foram levantadas. Mauro Mendes de maneira clara e objetiva questionou ao Procurador Mauro o que ele achava desse tipo de corrupção, alfinetando Lúdio e seus aliados. 

Em debate morno, Mauro e Brito levantaram por diversas vezes a bandeira da religião. O que para muitos da platéia foi pensado, já que eles estavam em um colégio católico, mas que isso não seria motivo para influenciar o voto dos jovens.
Para a aluno do 3º ano,

Maria Luisa, de 17 anos, o debate veio em uma hora importante, já que faltando uma semana para as eleições ela estava indecisa com o voto. "Para mim esse momento foi decisivo. Pude formar melhor minha opinião sobre os candidatos e até mesmo decidir minha opção de voto não apenas pelos discursos aqui falados, mas pela postura. Tivemos a oportunidade de ver como eles agem, o que é diferente de ver na televisão, ouvir no rádio, por exemplo", afirma a aluna.