greve à vista
Bancos podem entrar em greve a partir de terça (30)
os bancários reivindicam um aumento de 12,5% e os patrões sinalizam com uma proposta de aumento de apenas 7%
27 de Setembro de 2014, 12h00
Os bancários decidiram em todo o País entrar em greve a partir de 0 ora da próxima terça-feira, 30. Isso por que os trabalhadores do sistema bancário reivindicam um aumento de 12,5% e os patrões sinalizam com uma proposta de aumento de apenas 7%, que não foi aceita pelos bancários, que ameaçam entrar em greve por tempo indeterminado.
A decisão de iniciar a greve foi tomada na última quinta-feira, 25, quando os bancários se reuniram em assembleias por todo o País. Neste sábado, 27, representantes dos trabalhadores se reunirão com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), entidade que representa os donos dos bancos, para uma rodada de negociações, mas a expectativa da parte dos trabalhadores não é das melhores e a categoria tem como certa a necessidade de deflagrar a greve.
"A nossa orientação é para que a nossa categoria mantenha a decisão de iniciar a greve na terça, por que é muito difícil os banqueiros nos oferecerem uma proposta que contemple nossas reivindicações. Mas, hipoteticamente, eles podem apresentar sim uma proposta que ponha fim a nossa mobilização, mas não podemos contar com isso", disse o presidente do Sindicato dos Bancários, Sebastião Tavares.
Segundo Tavares, os trabalhadores reivindicam um aumento salarial de 12,5%, que seria reposição da inflação do último mais 5% ganho real, mas os patrões oferecem apenas 7%, o que praticamente só repõe a inflação. Além do aumento salarial, os trabalhadores reivindicam o aumento nos valores da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), mais contratações de funcionários e segurança nas agências bancárias.
"Todo semestre, ano após ano, vemos as notícias de quebra de recorde no lucro dos bancos, mas para o bancário, só aumenta o trabalho e eles não aceitam dar uma PLR maior para os trabalhadores. É por isso que temos feito greves nos últimos dez anos consecutivamente: por que os lucros crescem e diminuem os funcionários, sofremos todos com a falta de segurança nos bancos", afirmou Tavares.
Por conta dessa situação, o sindicalista alerta a população para que procure antecipar os seus serviços bancários, para evitar transtornos.