MORTE EM CONDOMÍNIO DE LUXO
Juiz mantem prisão de vigilante acusado de assassinar atendente de portaria em Rondonópolis
Bruno de Lima Pereira, passou na tarde de quinta-feira (26), por uma audiência de custódia na 1° Vara Criminal de Rondonópolis.
27 de Setembro de 2019, 07h15
O juiz Wagner Plaza Machado Junior da 1° Vara Criminal de Rondonópolis, converteu a prisão temporária de Bruno de Lima Pereira, de 27 anos acusado de assassinar a atendente de portaria Renecléia Aparecida Bispo, 41 anos, em prisão preventiva.
A decisão foi proferida na tarde de quinta-feira (26), durante audiência de custódia.
“Homologo a prisão em flagrante delito, converto ainda a prisão temporária em preventiva em desfavor do réu, vez que há provas da materialidade e indícios de autoria, sendo necessário ainda a garantia da ordem pública, decorrente da repercussão que o fato apresenta, da crueldade promovida contra a vítima, bem como para garantir a aplicação da lei penal e conveniência da instrução, vez que o réu foragiu, necessitando de complexas buscas e ocultou as armas utilizadas no crime”, diz trecho de decisão.
O crime aconteceu na tarde de terça-feira (24), no condomínio Village do Cerrado após um desentendimento entre os dois. Renecléia foi assassinada com mais de seis disparos a queima roupa.
Após o crime, Bruno pegou uma motocicleta e fugiu em direção a MT-270 onde se envolveu em um acidente, em seguida, abandonou o veículo e continuou a fuga a pé em uma mata pertencente a Aldeia Tadarimana.
Uma força tarefa entre a Polícia Militar, Polícia Judiciária Civil e Polícia Federal foi montada para realizar a captura do acusado.
Na madrugada de quinta-feira, ele acabou sendo interceptado pela PM no momento em que tentava pedir a ajuda de familiares. Ele foi pego próximo a residência da mãe dele, localizada no bairro Jardim Liberdade.
Ao ser preso, Bruno chegou a afirmar aos policiais que tirou a vida de Renecléia pelo fato de que ela teria lhe faltado com respeito.
“Ela me faltou com respeito e desacreditou da minha pessoa, esse foi o motivo que me levou a fazer isso”, confessou vigilante em vídeo gravado pela polícia.
A Polícia Civil ainda investiga o caso.
O vigilante deverá ser encaminhado a Penitenciária Major Eldo Sá Corrêa, conhecida como Mata Grande, onde aguardará seu julgamento.
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