DESCASO
Justiça manda Prefeitura fazer adequações em instalações sanitárias de Laboratório Central do Município de Rondonópolis
Após denúncia do sindicado dos servidores, Ministério Público do Trabalho determinou as melhorias
27 de Setembro de 2021, 16h23
A Prefeitura de Rondonópolis terá que realizar adequações sanitárias no Laboratório Central do Município de Rondonópolis (LACEN), seguindo determinação do Ministério Público do Trabalho (MPT), que acatou a denúncia formalizada pelo Sindicato Servidores Municipais de Rondonópolis (Sispmur), sobre a ausência mínima de condições sanitárias no local.
Após a confirmação do MP das informações repassadas pelo Sispmur, onde afrontava as mínimas condições sanitárias regulamentadas pela NR. 24 do Ministério do Trabalho e Emprego. O MP ingressou com ação civil pública no Tribunal Regional do Trabalho e foi confirmada em sentença a liminar anteriormente concedida.
O juiz do trabalho substituto, Edemar Borchartt Ribeiro acatou o pedido do Ministério Público e determinou a Prefeitura de Rondonópolis faça as seguintes alterações sanitárias:
1 - Disponibilize instalações sanitárias na proporção mínima de uma instalação sanitária para cada grupo de 20 (vinte) trabalhadores ou fração, separadas por gênero, nos termos do item 24.2.2 da NR 24;
2 - Disponibilize um lavatório para cada 10 (dez) trabalhadores nas atividades com exposição e manuseio de material infectante, substâncias tóxicas, irritantes, aerodispersóides ou que provoquem a deposição de poeiras, que impregnam a pele e roupas do trabalhador, nos termos do item 24.2.2.1 da NR 24.
O descumprimento injustificável das obrigações impostas, inclusive na eventual hipótese de mudança de sede do Laboratório Central, ensejará aplicação de multa de R$ 10.000,00 por obrigação descumprida, por mês de descumprimento.
“Nosso objetivo é resguardar os servidores que trabalham no local, como a população em geral. Ainda estamos em pandemia e vamos continuar nessa situação por bom tempo. O poder público tem por obrigação oferecer ambiente sanitário adequado e salubre”, cita a advogada responsável pelo departamento jurídico do Sispmur, Naldecy Silva Silveira.