ELEIÇÕES 2026

Registro de candidatura de Nilson Leitão expõe processos e cobra esclarecimentos

Ex-deputado volta à disputa por uma vaga na Câmara enquanto responde a ação de improbidade relacionada a licitações de quando era prefeito de Sinop

por De Brasília : Estevan de Melo

27 de Setembro de 2026, 11h23

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Divulgação

O retorno de Nilson Leitão à disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados ocorre em meio a questionamentos relacionados ao seu passado político e a processos que ainda tramitam na Justiça.

Em julho deste ano, a Vara Especializada da Fazenda Pública de Sinop rejeitou a alegação de prescrição apresentada em uma ação de improbidade administrativa envolvendo o ex-prefeito e ex-deputado federal. O processo apura supostas irregularidades em licitações realizadas em 2001, período em que Leitão comandava o município.

A decisão manteve o processo em andamento para análise do mérito. O caso volta ao debate justamente no momento em que Leitão tenta retornar à Câmara. A candidatura foi registrada e posteriormente deferida pela Justiça Eleitoral. O TRE-MT informou que concluiu, em 11 de setembro, o julgamento dos pedidos de registro apresentados dentro do prazo legal, incluindo processos que tiveram impugnações.

Outro questionamento durante o registro

Durante a análise do registro de candidatura, o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso também determinou que Leitão esclarecesse uma alteração em sua autodeclaração racial.

Em 2026, o candidato declarou-se pardo, enquanto no registro de sua candidatura de 2014 constava como branco. O TRE-MT pediu que ele confirmasse a nova autodeclaração e apresentasse esclarecimentos sobre a mudança.

Passado político volta ao centro da disputa

Leitão foi prefeito de Sinop e exerceu mandato de deputado federal. Agora, ao tentar retornar ao Congresso, enfrenta uma campanha na qual episódios de sua trajetória política voltam a ser colocados em discussão.

A ação de improbidade é um dos processos que permanecem no radar. Segundo a decisão divulgada em julho, a discussão judicial ainda deverá avançar para a análise do mérito. Portanto, não há, nesse caso, uma condenação definitiva contra o candidato.