fogo amigo
Reginaldo defende redução de custos na prefeitura, mas se diz contra extinção da Secult
O parlamentar saiu em defesa da secretaria e afirmou que a prefeitura pode diminuir seus custos sem extinguir a pasta dos artistas
28 de Janeiro de 2014, 14h45
O vereador Reginaldo Santos (PPS) não gostou da decisão anunciada nessa segunda-feira, 27, pelo prefeito Percival Muniz (PPS), que pretende extinguir a secretaria Municipal de Cultura (Secult), que se tornará um departamento e será incorporada à secretaria de Educação. O parlamentar saiu em defesa da secretaria e afirmou que a prefeitura pode diminuir seus custos sem extinguir a pasta que representa os artistas.
"Quando o prefeito decidiu criar a secretaria de Cultura em 2013 não se tratou de uma decisão puramente política, mas de uma conquista histórica de um segmento extramente importante para a cidade, que é o artístico. Os artesãos, os músicos, os pintores, os atores e os demais artistas rondonopolitanos precisam de uma secretaria de Cultura ativa. Não é um luxo, é uma forma de garantir acesa uma chama primordial para a evolução de nossa sociedade", falou.
"Eu não tenho dúvida que o Percival é o homem mais capaz de conduzir nossa cidade neste momento de instabilidade, com um Governo do Estado totalmente omisso e heranças administrativas que se tornaram um verdadeiro abacaxi na mão desta gestão. Acontece que, se confirmar a extinção da Secult, creio que seria uma perda muito grande e desnecessária. Vejo que uma pasta que funciona no Casario, sem ter de pagar aluguel, e que tem pouco mais de 30 funcionários não vai fazer tanta diferença orçamentária se deixar de existir. Existem outras situações mais urgentes para se corrigir", opinou.
Ele ainda defendeu os trabalhos realizados pela equipe do secretário Luciano Carneiro. "Acompanhamos um ressurgimento do Casario, que teve roda de viola, músicos e o público voltando para o mais famoso e histórico lugar de nossa cidade. Teve evento que chegou a ter mais de mil pessoas nos últimos meses, não podemos perder isto. Nossas famílias merecem. Importante ressaltar o trabalho da equipe que lá está que no ano que passou só funcionou em parceria com a iniciativa privada e outros órgãos. Como foi criada já no decorrer de 2013, a Secult não foi inserida na divisão do orçamento municipal, que foi votado ainda em 2012, ou seja, a ideia era um 2014 e um 2015 ainda melhor", vislumbrou.
Reginaldo Santos ainda assegurou que defenderá a secretaria em conversa com o prefeito, que deve discutir a situação com os vereadores. "Creio que não parte só de mim, mas outros colegas vereadores também já esboçaram a mesma preocupação que tenho. O prefeito já está falando conosco e vamos tentar amigavelmente, como tem sido a relação da Câmara com a atual gestão, fazer a defesa para que esta possibilidade de extinguir a Secretaria de Cultura não se concretize", concluiu.