CUPINCHA
PF apreende lancha e carros de luxo durante operação contra fraudes na saúde em Cuiabá
Foram cumpridos, ao todo, 13 mandados de busca e apreensão em Cuiabá (MT) e Curitiba (PR), além de três prisões preventivas e de medidas de sequestro de bens, direitos e valores. Duas prisões já foram cumpridas e o terceiro suspeito está fo
28 de Outubro de 2021, 10h18
A Operação Cupincha, da Polícia Federal, apreendeu carros de luxo e uma lancha no Lago do Manso, em Chapada dos Guimarães (MT), nesta quinta-feira (28). Foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão em Cuiabá e Curitiba e três de prisão, nos dois estados, contra fraudes na saúde pública da capital.
Conforme a polícia, dos três mandados de prisão, dois já foram cumpridos, do ex-secretário de Saúde de Cuiabá, Célio Rodrigues, na capital, e do empresário Paulo Roberto de Souza Jamur, em Curitiba, que seria sócio de Célio em uma empresa. O terceiro está foragido. A polícia ainda não confirmou o nome do terceiro alvo.

Os dois carros foram apreendidos no Paraná, com Paulo Roberto. Por outro lado, a lancha era de uso de Célio Rodrigues.
Foram cumpridos, ao todo, 13 mandados de busca e apreensão em Cuiabá (MT) e Curitiba (PR), além de três prisões preventivas e de medidas de sequestro de bens, direitos e valores. Duas prisões já foram cumpridas e o terceiro suspeito está foragido.
Como se apurou na primeira fase da Operação Curare, um grupo empresarial, que fornece serviços à Secretaria Municipal de Saúde do Município de Cuiabá e que recebeu, entre os anos de 2019 e 2021, mais de R$ 100 milhões, esteve à frente dos serviços públicos com o pagamento de vantagens indevidas, seja de forma direta ou por intermédio de empresas de consultoria, turismo ou até mesmo recém transformadas para o ramo da saúde.
Após o ingresso dos recursos nas contas das empresas intermediárias, muitas vezes com atividades econômicas incompatíveis, os valores passavam a ser movimentados, de forma fracionada, por meio de saques eletrônicos e cheques avulsos, de forma a tentar ocultar o real destinatário dos recursos.
A movimentação financeira também se dava nas contas bancárias de pessoas físicas, em geral vinculadas às empresas intermediárias, que se encarregavam de igualmente efetuar saques e emitir cheques, visando à dissimulação dos eventuais beneficiários.
Paralelamente, o grupo empresarial investigado na primeira fase da Operação Curare promovia supostas “quarteirizações” de contratos administrativos, que viriam a beneficiar, em última instância, o servidor responsável pelas contratações com a Secretaria Municipal de Saúde e Empresa Cuiabana de Saúde Pública, incluindo o pagamento de suas despesas pessoais.
O nível de aproximação entre as atividades públicas e privadas dos investigados envolveu a aquisição de uma cervejaria artesanal, em que se associaram, de forma oculta, o então servidor público e o proprietário do grupo empresarial investigado.