fiscalização
Mutum diz que nova legislatura da Câmara tem obrigação de investigar travessia urbana
"Falaram que iam retomar a obra, que iam reformar o que o tinha sido feito errado e nada disso aconteceu", afirmou Milton Mutum
28 de Novembro de 2012, 18h26
O vereador Milton Mutum (PSD) voltou a falar sobre a possibilidade de reiniciar a discussão sobre a instalação de uma Comissão Especial de Investigação (CEI) para apurar as irregularidades na obra da duplicação da travessia urbana das BRs 163/364. Para o parlamentar, a próxima legislatura, que tem início em janeiro próximo, com a posse dos novos vereadores, tem "obrigação" de investigar os fatos.
Mutum já chegou a propor a criação da CEI no início do período eleitoral, mas por conta de promessas de retomada das obras e também para que o clima de embate eleitoral não contaminasse o debate, ele recuou da sua tentativa e a propositura foi arquivada.
"Falaram que iam retomar a obra, que iam reformar o que o tinha sido feito errado e nada disso aconteceu. Agora, a empresa que assumiu parte das obras retirou seu maquinário e foi embora, abandonaram a obra. O novo prefeito e vereadores vão ter que tomar uma providência, pois da forma como as coisas estão, obrigatoriamente a Câmara terá que montar uma CEI para averiguar a real situação da obra", afirmou Mutum.
A empresa citada por Mutum, a Equipav AS, assumiu 30% das obras da travessia a alguns meses, já que a Construtora Objetiva, vencedora da licitação para executar a obra, não demonstrava ter vontade e nem capacidade técnica e financeira para tocar a mesma. "A população está sofrendo e nós, poder público, temos que buscar uma solução", finalizou.