Futuro Governo
Taques precisa ter liberdade para compor secretariado e cumprir promessas de campanha, diz Muniz
Percival Muniz disse que futuro governador enfrentará situação difícil no primeiro ano, mas tem expectativa de firmar convênios e parcerias
28 de Novembro de 2014, 10h55

A ausência de representantes de Rondonópolis entre os nomes já anunciados para integrar o secretariado de Pedro Taques (PDT) não incomoda o prefeito Percival Muniz (PPS), um dos principais apoiadores do futuro governador. Em entrevista exclusiva ao site Gazeta MT, Muniz defendeu que a composição do governo seja feita com liberdade, sem pressões externas.
"O Pedro (Taques) vai encontrar uma situação tão ou mais grave que a enfrentada por nós aqui na Prefeitura de Rondonópolis e precisa ter muita liberdade para montar sua equipe. Como apoiador e conselheiro tenho pedido para ele buscar, dentro da visão dele, os melhores nomes - independente da questão partidária ou geográfica", disse Muniz.
"Se ele encontrar nos nossos quadros alguém que mereça a confiança, que tenha conhecimento técnico e esteja disponível para ajuda-lo no Governo, ótimo. Mas se precisar buscar fora, estará a vontade para fazer isso. Não vou exigir nada, quero apenas que ele faça um bom governo e cumpra os compromissos feitos à população", completou.
Até o momento já estão confirmados na equipe de Pedro Taques o agrônomo Seneri Paludo, na Secretaria de Desenvolvimento Econômico; o administrador Marcelo Duarte, na Secretaria de Infraestrutura; o advogado Marco Aurélio Marrafon, no Planejamento; o economista Júlio Modesto, na Secretaria de Gestão, e o jornalista Jean Campos, para a Comunicação.
Expectativa
Taques venceu a eleição em Mato Grosso com 57,25% dos votos válidos, mas impôs em Rondonópolis uma frente bem maior, ficando com 66,5% dos votos válidos. O apoio expressivo criou uma expectativa de que o futuro Governo mantenha uma relação melhor com o município; o que, segundo Percival, não se traduz necessariamente na presença de lideranças locais no primeiro escalão.
"Se conseguirmos estabelecer uma relação republicana, com cada um fazendo o seu papel, já será uma vitória. O Estado precisa assumir suas obrigações, até para aliviar um pouco a carga e a cobrança que hoje recai sobre os municípios", declarou.
Muniz reclama que Rondonópolis hoje contribui com um valor substancial nos impostos arrecadados, mas não recebe o retorno devido principalmente em áreas como a Segurança e a Saúde. Para ele, o primeiro ano da gestão de Taques deverá ser marcado pela correção dessas injustiças. "Acredito que ele vá buscar o cumprimento da lei, acabando com o desvio dos recursos da parcela do ICMS que cabe aos municípios e regularizando os repasses às Prefeituras".
"Já do segundo ano em diante, com a casa arrumada, temos a expectativa de fazer convênios e realizar algumas obras em parceria para atender o eleitorado que votou em Pedro Taques e a população de uma forma geral - que paga impostos e hoje não tem o atendimento que merece do Governo Estadual", finalizou.