CASO DE POLÍCIA
Vereador de Cuiabá é acusado de abusar sexualmente de enteada
28 de Novembro de 2016, 10h10
Vereador reeleito por Cuiabá, Chico 2000 está sendo acusado de abuso sexual de sua enteada de 11 anos de idade.
O abuso teria ocorrido numa festa de aniversário da mãe da vítima, que era realizada na casa do vereador, no dia 13 de outubro deste ano, por volta das 21h.
De acordo com Boletim de Ocorrência (B.O), a garota pediu a mãe para ir embora e a mãe da vítima a levou para o quarto e conversaram. A mãe teria pensado que ela estava triste e pediu para que o namorado [Chico] fosse até o quarto e convencesse a vítima a ficar.
"Então, Chico chegou no quarto e pediu que a vítima sentasse no colo dele, mas quando Chico conversava com a vítima ele passava a mão dele nos seios e barriga da vítima", diz trecho do B.O.
A vítima teria saído do colo do vereador e ido para outro quarto, mas 2000 teria seguido a enteada e pedido novamente que sentasse no colo dele. "A vítima narra que no momento eles estavam sozinhos no quarto e teve medo, de modo que sentou novamente no colo dele e então passou a mão novamente no seio, barriga e começou a descer em direção ao órgão sexual da vítima. Todavia Chico foi interrompido por um telefone que tocou", diz trecho do B.O.
A garota disse ainda que não denunciou o padrasto porque não queria estragar a festa de aniversário da mãe. Mas que no dia 26 de novembro a mãe da vítima e Chico se desentenderam e a vítima teria enviado "um pedido de socorro para uma tia paterna. Informa que nesse tempo a vítima foi para a casa de uma amiga que mora perto da sua casa, e a tia a buscou lá", finaliza o B.O.
Outro lado
O vereador Chico 2000 disse que a acusação de abuso sexual contra a enteada é uma "armação" arquitetada por ela mesma.
"É uma situação montada para me prejudicar. Estou na Câmara há 12 anos, disputei cinco eleições, sempre respeitando as pessoas. De repente, me vejo dentro de uma armadilha dessas. Ela é uma menina problemática. Tudo que fiz foi para tentar ajudar em razão de a mãe dela ser minha noiva", afirmou.
O parlamentar contou que tudo começou no sábado (26), quando teve um desentendimento com a menor, devido à falta de interesse pelos estudos, já que ela teria sido reprovada de cinco matérias.
Segundo ele, depois disso, a menor sumiu e, quando foi procurada, soube que ela estava com a tia, no Conselho Tutelar.
"A família do pai dela tem um ressentimento muito grande comigo porque eu ajudei a mãe a rever a guarda da filha. Então, esse é um problema que vem lá de trás", disse o parlamentar.
Chorando, 2000 disse que está "acabado" com acusação e que não deseja um momento desse "nem para o meu pior inimigo". O vereador afirmou que não vai se afastar dos trabalhos, nesse primeiro momento.
A Câmara Municipal ainda não se pronunciou sobre o caso.
Com informações Circuito MT