CUIABÁ

Em reta final de ano, vereadores correm para aprovar 13º salário

por GazetaMT

28 de Novembro de 2016, 07h24

Em reta final de ano, vereadores correm para aprovar 13º salário
Em reta final de ano, vereadores correm para aprovar 13º salário

Restando menos de um mês para o recesso parlamentar e o fim dos mandatos, os vereadores de Cuiabá estudam a possibilidade de aprovação do Plano de Cargo, Carreira e Salário (PCCS) para os servidores efetivos da Casa de Leis e a criação do 13º salário para os próprios parlamentares.

Ambas as propostas encontram respaldo legal e devem ser votadas antes do dia 20 de dezembro próximo.

Se a medida for aprovada - no bojo do PCCS -, os vereadores, que recentemente tiveram sua verba indenizatória reduzida terão um 'alento' de R$ 15 mil ao final de cada ano tendo um gasto total de R$ 1,5 milhão ao final de cada legislatura com os 25 participantes do parlamento cuiabano.

A discussão sobre o tema do 13º Salário foi confirmada pelo vereador Dilemário Alencar (Pros). Segundo o parlamentar, o Projeto de Lei está legalmente respaldado e já fora criado em outras Câmaras no Brasil.

"Essa discussão é até interessante, pois a maioria dos cidadãos se questionada nas ruas certamente dirá que nós vereadores recebemos 13º salário. O que de fato não é verdade. Acredito que é viável o 13º salário, mas não há uma proposta fechada."

Apesar do tema estar presente na Câmara, Alencar alertou para o cumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). "Temos de ficar atentos a uma reforma administrativa no Legislativo, pois o duodécimo caiu cerca de R$ 3 milhões. Esse ano foram R$ 45 milhões, e agora prevemos algo em torno dos R$ 42 milhões. Então essa reforma seria para readequar a realidade da Câmara. Ela será necessária. A Câmara, como o Poder Executivo, precisa seguir a LRF. Temos que observar os limites com gastos de pessoal sob pena de responsabilização do nosso presidente."

Questionado sobre o aumento salarial dos vereadores, o parlamentar argumentou que sobre "a readequação do subsídio dos vereadores - que está congelado desde 2013 - não há qualquer discussão ainda. O que reza a Constituição [Federal] é que no final de cada legislatura os parlamentares podem atualizar os proventos em até 75% do que foi o subsídio de um deputado estadual. Sobre o PCCS foi montada uma comissão para avaliar o seu impacto e que deverá ser apresentada nesta segunda-feira [28/11]".

O PCCS é uma reivindicação antiga dos servidores que pedem, entre outras coisas, a atualização dos proventos e alterações na carga horária.

Ainda na gestão do falecido presidente da Casa, Júlio Pinheiro (PTB), foi criada uma comissão integrado por membros do sindicato, do Jurídico e também por vereadores para avaliar o caso.

 

Com informações Circuito MT