EM ATÉ 37%
Custo de vida em MT aumenta a partir de janeiro e afeta pobres e classe média
Produtos adquiridos para sobrevivência mínima como carne e medicamentos tem alta significativa.
28 de Dezembro de 2019, 07h35

O custo de vida do mato-grossense vai sofrer forte impacto de aumento já nos primeiros meses de 2020. Além do aumento substancial da carne nos açougues na reta final de 2019, que ocorreu em todo o Brasil, o mato-grossense vai ter que lidar com aumento nas despesas se vier a adquirir materiais de construção e comprar medicamentos para garantir a sua própria sobrevivência.
Isso se deve aos reflexos das alterações nas alíquotas do ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) aprovado pela Assembleia Legislativa no primeiro semestre de 2019 no conhecido pacote de revisão de incentivos fiscais.
Para quem planeja reformar uma casa, os gastos adicionais correspondem a média de 6% a 20% mais caro a partir de janeiro.
"Produtos, como telhas de amianto, deve ter reajuste de 7,8% e tintas reajuste de 9,9%", disse o presidente da Associação dos Comerciantes de Materiais de Construção de Mato Grosso, Paulo Esteves.
Até agora as empresas pagavam o ICMS no ato da compra do produto. Porém, com a minirreforma tributária do governo do estado, o imposto será cobrado com base em um percentual aplicado em cima do valor pago pelo produto tributado.
De acordo com o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Célio Fernandes, o empresário vai ter um crédito sobre a compra e vai pagar sobre a venda. "A alíquota de 17% sobre a venda dos produtos é que vai gerar esse disparate grande de diferença, que vai acabar afetando o consumidor" , afirmou.
Para ele, a mudança pode deixar o estado menos atraente para as empresas em comparação com outros estados. "A competitividade interna não é afetada tanto, mas o que afeta é a competitividade de mato Grosso com outros estados e principalmente com os produtos vendidos pela internet", avaliou Fernandes.
Um dos setores afetados é o de medicamentos. A previsão é que o preço dos remédios vendidos no estado fiquem mais caros entre 18% e 37%, conforme levantamento do Sindicato das Farmácias (Sincofarma).
A Associação de Supermercados de Mato Grosso (Asmat) e Sindicato do Comercio Varejista de Gêneros Alimentícios de Mato Grosso (Sincovaga), que representam os supermercados e o comércio varejista, dizem que o reajuste médio será entre 8% e 10%.