BRT

“Se Mendes não concluir as obras do BRT estará morto politicamente”

A desistência é porque Mendes quer implantar o BRT ao custo de R$ 430 milhões, em agosto de 2023.

por Estevan de Melo

28 de Dezembro de 2020, 07h39

O governador Mauro Mendes, que anunciou adiantamento do 13º salário. (Foto: Christiano Antonucci)
O governador Mauro Mendes, que anunciou adiantamento do 13º salário. (Foto: Christiano Antonucci)

O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (AL-MT), deputado Eduardo Botelho (DEM), afirmou que caso o governador Mauro Mendes (DEM) não finalize as obras do BRT estará "morto politicamente".

O fato foi comentado porque no dia 21 de dezembro o governador Mauro Mendes anunciou que desistiu de concluir o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), que deveria ter sido entregue para a Copa do Mundo de 2014.

Porém, a desistência é porque Mendes quer implantar o BRT ao custo de R$ 430 milhões, em agosto de 2023.

“Se ele conseguir entregar o BRT, mesmo que parcialmente, até o fim do governo será um ganho. Se não conseguir, se enrolar, será uma derrota”, disse.

Botelho citou o exemplo do ex-governador Pedro Taques (SD), que amargou o terceiro lugar nas urnas ao tentar ser reeleito em 2018, já que Taques teve a oportunidade de dar solução ao modal, mas não o fez.

“É uma aposta que o governador está fazendo. Quando o Governo Pedro Taques entrou eu disse que ele pegou uma batata quente. Aliás, o Pedro pegou várias batatas quentes e não conseguiu resolver nenhuma”, completou.