SINFRA
Secretaria de Estado e Coder mantém contratos para obras em Rondonópolis
Assessoria da prestadora municipal enviou entrevista com secretária da Pasta do Estado
28 de Fevereiro de 2018, 14h30
Realizar obras de restauração da pavimentação asfáltica (tapa buracos), repor luminárias em vias públicas, socorrer bairros atingidos por enxurradas e melhorar as vias de ônibus na zona rural, além da restauração de pontes. Realizar, mas realizar de forma rápida e eficiente como forma de resposta às demandas da sociedade neste momento. Essa é a determinação do prefeito Zé Carlos do Pátio à nova diretoria da Coder, Companhia de Desenvolvimento de Rondonópolis. E para que esses objetivos sejam alcançados, a Sinfra, Secretaria de Infraestrutura já está celebrando novos contratos com a Companhia.
A Assessoria de Comunicação da Coder gravou uma entrevista com a Secretária da Sinfra, Nívea Calzolari:
Nívia, temos uma demanda por tapa buracos, sistema de iluminação, limpeza pública etc. Qual é o posicionamento da Sinfra? Quais contratos a Sinfra tem com a Coder para que esses serviços sejam feitos?
Nívia: Até o mês de abril, poderemos enfrentar transtornos por conta das chuvas. A limpeza dos terrenos públicos terá início no mês de abril, quando ocorrerá a estiagem. Já a parte emergencial da zona rural, temos um contrato com a Coder para atender, imediatamente, pontos de atoleiros, cabeceiras de pontes, linhas de ônibus escolares. Serviço emergencial, entende? O serviço de cascalhamento não dá pra ser feito agora, pois está chovendo muito e as jazidas de cascalho estão, todas, encharcadas. Se um caminhão entrar numa jazida agora, causará um dano muito grande. Vamos fazer o emergencial para darmos condições de ir e vir aos moradores e alunos. Atualmente, a Coder está lá na Carimã fazendo a linha do ônibus escolar, em seguida deverá ir para a Nova Galileia - para também fazer a linha escolar, e estamos acudindo também o Globo recreio. Na parte da cidade (zono urbana) temos aí a Coder com o revestimento das vias não pavimentadas, mas temos de nos lembrar que mesmo após a chuva, é necessário aguardar pelo menos dois de dias de sol para reiniciar os serviços. Mas esses serviços estão sendo feitos. Já tem contrato assinado para a Coder trabalhar com poda de árvores; limpeza de praça e jardins; limpeza urbana; iluminação pública noturna e diurna. Já compramos material suficiente para o setor de iluminação trabalhar durante o ano inteiro. A Coder tem também contrato com a Sinfra para fazer obras o Lama Asfáltica (que é esse revestimento global das avenidas em bairros da periferia); tem o suficiente para terminar a obra no Sítio Farias e tem um contrato emergencial do tapa buracos e já estamos formalizando um segundo. Enfim, os contratos de manutenção: galerias, meio fio, calçadas etc estão sendo efetivados para que no mês de março, a Coder inicie os serviços de reconstrução. E com a chegada de novas máquinas, assinatura de novos contratos aliados à nova diretoria da Coder, o tempo resposta às demandas da comunidade vai melhorar muito.
Galeria
E quanto às obras que envolvem a construção de galerias?
Nívia: Já fizemos a licitação para a aquisição das aduelas da D. Pedro II e da Rua Rui Barbosa. Já cobrei, hoje de manhã, da empresa privada a entrega desse material para que a Coder possa fazer a substituição dessas galerias; também vamos comprar as aduelas abertas para o canal da avenida dos Estudantes, já no próximo mês.
A outra grande demanda registrada pela imprensa é sobre trechos de ruas sem pavimento em meio ao bairro com asfalto.
Nívia: Temos um projeto para atender a essas demandas. Estamos levantando o total em metragem dessas vias. Ocorre que, há uma grande quantidade de bairros com esse problema e quando somamos tudo, dá um total considerável de pavimento a ser feito e para isso tem de ter recursos financeiros. E somado a isso, tem casos que há a necessidade de se fazer obras de galerias antes do revestimento. Vamos separar e ver o que dá pra ser feito.
Alagamentos
Com relação aos alagamentos que ocorreram na cidade?
Nívia: Cada alagamento teve seu motivo. Vamos pontuar, um a um. A W11: é problema que se arrasta há anos. E só se resolve com obras de galeria e asfalto e que estão, hoje, orçadas em quase 18 milhões de reais, recurso esse que pretendemos alocar por meio do Estado. Avenida dos Estudantes também é um problema que se arrasta por muitos anos e a cada um que passa, se agrava ainda mais porque acima da avenida tem uma quantidade grande de área pavimentada. E quanto mais se pavimenta sem se observar e executar obras de drenagens, a enxurrada ganha força e velocidade - o que aumenta os danos por onde passa. E as manilhas existentes não suportam o volume de água. Agora vamos refazer a obra que é complexa e onerosa. Quanto ao Paineiras e o Oásis é um problema tão grave, mas tão grave que desde o primeiro dia, dessa gestão, nós desenvolvemos todos os projetos para aquela região: para o Parque Universitário, para o Paineiras e para o Oásis. Fomos a procura do Ministérios das Cidades, pois a obra está orçada em mais de 31 milhões de reais. Pedimos a aprovação da Câmara Municipal. Os projetos estão prontos. Estão aqui conosco. Entretanto, recebemos um documento da Caixa Econômica Federal, nos solicitando para aguardar devido à frágil situação econômica do País. Como se trata de empréstimos, ficamos à mercê do financiador. Mas está tudo pronto, apenas aguardando a liberação dos recursos. O Jardim Ipanema também ficou alagado. Isso correu porque o canal, em administração passada, foi feito acima da rua. A rua está abaixo do canal - isso é um erro de engenharia (em vez da água da rua ir para o canal, é a água do canal é que sai para a rua) e nós é que estamos respondendo por isso. Agora, teremos de desviar a drenagem da rua. E as demandas de Rondonópolis estão muito acima da capacidade de arrecadação do município. Outros com emergências, temos o Parque São Jorge e para ele já temos o projeto de drenagem. Estamos tentando viabilizar os recursos.
E quanto ao Vetorasso e o Distrito Industrial?
Nívia: Vamos ao setor Industrial: no começo do ano passado, foi nos prometido uma emenda de bancada e isso já está se efetivando. Já solicitamos a contratação de projetos para isso. A equipe contratada já está na cidade coletando os dados técnicos do Distrito. Mas ali, as obras foram executadas em várias partes sem drenagem e com tratamento superficial simples, apesar do grande volume de carretas. De imediato, vamos fazer um paliativo enquanto não se inicia as obras mais complexas que são a drenagem e a pavimentação dos Distritos, finalizou Nívia Calzolari.