CORPO DE BOMBEIROS
Tenente acusada de tortura concorre a promoção para capitã
Essa não é a primeira vez que Izadora Ledur tenta uma promoção na corporação.
28 de Fevereiro de 2019, 09h58
A tenente Izadora Ledur, acusada de crimes de tortura que culminaram na morte do aluno Rodrigo Claro, no 16º Curso de Formação do Corpo de Bombeiros, está concorrendo a promoção ao cargo de capitã.
Ledur concorre a uma das 41 vagas juntamente com dezenas de oficiais. Na lista de Comissão de Promoção de Oficiais (CPO) ainda consta o nome do tenente coronel Marcelo Augusto Reveles Carvalho, que também respondeu pela morte de Rodrigo.
Essa não é a primeira vez que Ledur tenta uma promoção nos bombeiros, desde a morte do aluno. Em 2017, a tenente teve seu nome removida da lista por ela responder a um procedimento administrativo.
De acordo com os bombeiros, a avaliação dos critérios previstos em lei é feita pela Comissão de Promoção de Oficiais, que é composta pelo comandante-geral da corporação e mais quatro coronéis, onde a ficha funcional do candidato é analisada, bem como os atos da vida profissional.
Os candidatos ainda são submetidos a avaliações físicas e de saúde. Ainda conforme documento publicado no último dia 21, Ledur passará por essas avaliações no dia 28 de março, junto com outros oficiais.
Ledur e mais cinco oficiais foram responsabilizados pela morte do aluno soldado durante treinamento na Lagoa Trevisan, em Cuiabá.
Instrutora do 16º Curso de Formação, ela era responsável por 37 alunos e responderá pelo crime de maus tratos, uma vez que ficou constatado que a vítima foi submetida a uma série de afogamentos promovidos pela militar.
O caso
Rodrigo Claro, morreu no dia 15 de novembro de 2016 após participar de treinamento e atividades aquáticas. Ele realizava uma travessia a nado na lagoa com os demais companheiros de curso.
Segundo denúncia do Ministério Público, a vítima foi submetida a sessões de afogamento durante a travessia, praticadas pela tenente.
Ledur responde a um processo administrativo junto ao Conselho de Justificação, que pode culminar inclusive na demissão.
Além disso, responde a um processo na 11° Vara Criminal Militar por tortura com resultado morte.