legislativo
Jailton pede respeito à Ordem do Dia e fim de pedidos de urgência desnecessários
'Nós temos que ser mais respeitados na nossa Ordem do Dia', bradou o vereador
28 de Março de 2014, 06h00
O vereador Jailton do Pesque Pague (PDT) parece não estar nada contente com a pouca importância que seus colegas vereadores e o Executivo dão à Ordem do Dia, reunião que antecede cada sessão do Legislativo e onde são debatidos os projetos que irão para a votação em Plenário. A revolta do vereador de primeiro mandato seria o fato de que ele sempre reserva a tarde das terças-feiras (dia em que normalmente ocorre a Ordem do Dia) exclusivamente para discutir e conhecer os projetos de lei em tramitação na Câmara, mas no dia da sessão aparecem diversos projetos com pedido de urgência, que no entender de Jailton, soa como manobra para que esses projetos não sejam debatidos pelos parlamentares.
"Nós temos que ser mais respeitados na nossa Ordem do Dia. Nas terças-feiras eu não faço nenhum outro compromisso, pois eu tenho o compromisso de estudar os projetos e analisá-los, discutir aquilo que não conheço, para conhecer aquilo que vamos votar. Eu daqui para frente vou ter dificuldade para votar regime de urgência, pois até Moção de Aplauso aparece com pedido de urgência. Espera aí, regime de urgência é para coisas especiais, alguma coisa que nós precisamos aprovar sem discutir", disparou.
Segundo o vereador, ele tem dificuldade para votar projetos sobre o qual não tem conhecimento teor e pretende dar um basta na situação. "A partir de hoje, aquilo que realmente for urgente, eu voto, mas aquilo que não for urgente, eu não vou votar mais. Eu não quero votar em algum projeto errado por falta de conhecimento do seu teor e me arrepender depois", continuou.
Sobre o grande número de projetos de lei enviados pelo Executivo com pedidos de urgência, o vereador é taxativo. "Nós temos que pautar o regime de urgência para aquilo que seja de interesse e para o bem da população. Nós somos independentes para votar sim ou não, então não posso dizer que o Executivo está errado (quando pede a urgência para os projetos), pois temos a prerrogativa de dizer sim ou não para os pedidos de urgência", disse ele, citando como exemplo o caso da tarifa do lixo, que foi votado com urgência há cerca de seis meses atrás e até hoje não foi implementado.
"Quero chamar os colegas para apreciarem a Ordem do Dia, valorizarem o nosso momento de discutir os projetos", concluiu.