CASO DOS OUTDOORS
Fagundes inicia mais uma semana carimbando a má fase. Chororô, desta vez, foi parar na Justiça
28 de Março de 2016, 07h39
Base do governo em Brasília, o remanescente senador do Partido da República (PR), Wellington Fagundes, vê aos poucos sua reputação política ir por água abaixo. O último episódio se deu em Cuiabá, capital do Estado, e foi parar na Justiça.
Ocorre que o ilustre teve seu rosto estampado num outdoor replicado aos montes e espalhado pela cidade. O anúncio, de tamanho significativo, trazia o perfil de parlamentares contrários ao rito de impeachment da presidente da República, Dilma Rousseff, acompanhado da frase "Por que são contra o impeachment?". Além de Wellington, aparecem, ainda, os deputados federais Carlos Bezerra (PMDB), Saguás Moraes (PT) e Valtenir Pereira (PMDB).
O resultado desta história, previsível: Wellington Fagundes alegou à Justiça que a publicidade é mentirosa e que está denegrindo a sua imagem. O juiz Yale Mendes, da 7ª Vara Cível de Cuiabá, indeferiu o pedido.
Fagundes, então, como se diz, "virou no Jiraya", principalmente porque tenta incessantemente negar nos meios de comunicação que é fechado com o governo desde que viu "pegar mal" tal fato. O GazetaMT, inclusive, foi um dos primeiros veículos no Estado lhe dar essa dor de cabeça, noticiando a aliança e impedindo que o senador mudasse radicalmente o discurso. Da nossa parte, importante dizer, ficamos apenas -tão somente- no campo jornalístico.
Fato é que o senador está num processo estratégico de dissociação do nome. Está tentando fazer como os sanguessugas que apunhalaram a base do governo e se mandaram para os partidos que fazem uma distorcida e hipócrita oposição. Partidos com pouquíssima vergonha, mas com chances maiores de se manterem firmes em meio à crise em Brasília.
A diferença de Wellington, há de se reconhecer, está na fidelidade partidária. Presidente do náufrago PR-MT, sabe que arredar o pé piora ainda mais a situação, bem como largar o governo à míngua. E por isso fica. Resta saber a que preço.
Em Rondonópolis, tão certo quanto dois mais dois, a insistência vai levar o nobre a níveis consideráveis de rejeição. Se já não o fez.