UFR
Fagundes busca parceria da Caixa Econômica para ampliar atividades da instituição
Nova universidade emancipada da UFMT nassce em meio a corte de 40% feito pelo Governo Federal
28 de Março de 2018, 14h41
O senador Wellington Fagundes (PR-MT) pediu apoio da Caixa Econômica Federal para o desenvolvimento e ampliação da nova Universidade Federal de Rondonópolis, a UFR. O pedido foi feito durante audiência com o presidente da CEF, Gilberto Occhi, nesta quarta-feira, 28. A idéia, segundo ele, é buscar apoio às iniciativas da UFR que contemplem a"vocação empreendedora" da região.
Segundo Wellington, o auxílio da Caixa não se resumiria ao aporte financeiro, mas também na parceria administrativa e de inteligência. "Há alguns anos atrás foi implantado um núcleo da 3ª idade junto ao campus rondonopolitano, por exemplo. Isso indica a possibilidade de trazer a comunidade para dentro da Universidade. É isso o que queremos: o apoio da Caixa Econômica para parcerias sociais e administrativas que tenham essa ampla visão, oferecendo cursos, palestras e profissionais e preparando jovens e adultos para o mercado de trabalho", exemplificou o republicano.
Fagundes é um dos principais articuladores, no Congresso Nacional, pela criação da UFR, e destaca que o presidente da instituição entende a importância deste centro de ensino para o desenvolvimento do sudeste mato-grossense (que contempla 18 municípios). Além disso, lembrou que a Caixa possui uma universidade em parceria com a University of Harvard, tendo assim expertise para tal. "Busco ideias que fomentem a economia regional em áreas onde a CEF já possui expertise: habitação, agronegócio, entre outras", ressaltou o senador.
Gilberto Occhi vê a possibilidade com bons olhos, e afirmou que a parceria independe das questões acadêmicas e programáticas da UFR. "Podemos entrar em um trabalho duradouro, como patrocinadores de atividades sociais; ou mesmo apoiadores em palestras, aulas e pesquisas. Nossa parceria pode se estender ao "redor" da universidade, ampliando possibilidades de atuação dos próprios profissionais do Campus", destacou o gestor.
Corte
Emancipada após duas décadas de luta, a Universidade Federal de Rondonópolis, sancionada ontem pelo presidente da República Michel Temer -MDB nasce em meio a grave crise na educação pública do Brasil. Em 2017, o Ministério da Educação -MEC fez corte em investimentos. R$ 3,6 bilhões de despesas diretas, além de R$ 700 milhões em emendas parlamentares para a área da educação. Levando em conta o total previsto, a pasta realizou um contingenciamento de 15% do orçamento para o custeio das universidades, e 40% da verba para obras.
A sanção presidencial para a definitiva emancipação do campus local da Universidade Federal de Mato Grosso foi anunciada ontem, 20. A pauta tramitou com mais celeridade no Congresso já na reta final do último ano. Além da UFR, deverão ser criadas as universidades Federal do Delta do Parnaíba -UFDPar e Federal do Agreste de Pernambuco -Ufape.
Em Estados como Rio de Janeiro e Distrito Federal e Sergipe, porém, a grave crise foi sentida. No total, pelo menos 11 universidades apontaram mudanças na rotina orçamentária devido ao contingenciamento, segundo levantamento feito em 2017 pelo site de notícias G1.