FICA OU SAI?
No Twitter, Bolsonaro e Vélez Rodríguez desmentem jornalista
Profissional da GloboNews havia informado a demissão do ministro da Educação na noite desta quarta-feira
28 de Março de 2019, 08h36
Logo após a jornalista Eliane Cantanhêde, da GloboNews, ter anunciado ao vivo, na noite desta quarta-feira (27), a demissão de Ricardo Vélez Rodríguez, ministro da Educação, Jair Bolsonaro foi ao Twitter para desmentir e dizer que se tratava de fake news.
"Sofro fake news diárias como esse caso da 'demissão' do Ministro Velez. A mídia cria narrativas de que NÃO GOVERNO, SOU ATRAPALHADO, etc. Você sabe quem quer nos desgastar para se criar uma ação definitiva contra meu mandato no futuro. Nosso compromisso é com você, com o Brasil", postou.
O próprio Vélez Rodríguez também usou o Twitter para afirmar que continua no cargo e criticou a imprensa: "O jornalismo brasileiro se põe raivoso por estar, pela primeira vez, sem poder barganhar às custas de trocas de favores. Meu compromisso é com os brasileiros e seus representantes. Os veículos que busquem outras fontes de financiamento".
Vexame
O ministro da Educação, Ricardo Veléz, participou, nesta quarta-feira, de uma reunião na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados, e foi duramente questionado por sua explícita incapacidade de ocupar o cargo ante o demonstrado à Casa: total despreparo e desconhecimento de dados básicos referentes à Paste que comanda.
Velez foi perguntado sobre as seguidas nomeações e demissões em cargos estratégicos da pasta. A participação mais crítica e incisiva na reunião, no entanto, ficou por conta da deputada federal Tábata Amaral (PDT-SP), cientista política e astrofísica de 25 anos e estreante na Casa.
O vídeo da participação da deputada viralizou nas redes sociais e ela própria o postou no Twitter, dizendo que questionou insistentemente o ministro sobre os projetos e metas para a educação no Brasil, mas que não obteve resposta. A educação está no centro da plataforma política de Tábata Amaral.
"Em um trimestre, não é possível que o senhor apresente um powerpoint com dois, três desejos para cada área da educação. Cadê os projetos? Cadê as metas? Quem são os responsáveis? Isso daqui não é planejamento estratégico, isso e uma lista de desejos. Eu quero saber onde que eu encontro esses projetos? Quando cada um começa a ser implementado? Quando serão entregues? Quais são os resultados esperados? São três meses, a gente consegue fazer mais do que isso", questionou a deputada logo no início do vídeo.
A conclusão da fala da deputada não foi mais amena. "Eu não espero mais nenhuma resposta, já entendi que isso não vai acontecer. A mim, me resta lamentar o que está acontecendo, continuar o meu trabalho de educação, que não começa com este mandato, e esperar que o senhor mude de atitude - o que parece completamente improvável - ou saia do cargo de ministro da Educação."