MATO GROSSO

Em MT, bancário flagra “promoção” de osso e pelanca por R$ 0,99

Segundo o portal de notícias, as imagens teriam sido feitas pelo presidente do Sindicato dos Bancários de Mato Grosso, Clodoaldo Barbosa

por Metrópoles

28 de Março de 2021, 18h42

Reprodução/Redes Sociais
Reprodução/Redes Sociais

Circula, nas redes sociais, um vídeo em que um homem mostra “ofertas” de um mercado de Várzea Grande, Mato Grosso. Entre as promoções, chama atenção a venda de pelanca e osso por R$ 0,99.

Segundo o portal local Semana7, as imagens teriam sido gravadas pelo bancário Clodoaldo Barbosa, presidente do Sindicato dos Bancários de Mato Grosso (SEEB/MT).

 
 

As imagens são datadas do dia 18 de março. O autor do vídeo se revolta com as promoções que aparecem nos cartazes na beira de uma estrada. Ele lamenta que muitas famílias não têm condições financeiras de comprar alimentos e cita a relevância de Mato Grosso na área da pecuária e do agronegócio.

“O estado da pecuária, do agronegócio, e olha só o que fizeram no nosso país. Olha o que estão fazendo com o nosso povo. Olha o que tem de promoção no mercado, pelanca. Pelanca. Isso quando um pai e mãe de família consegue colocar na mesa para os seus filhos comerem”, diz.

Veja as imagens:

O homem também mostra que, além da pelanca e do osso vendidos por R$ 0,99, há banha de porco à venda por R$ 27,90.

“A que ponto nós chegamos. Um pacote de arroz de cinco quilos está para mais de R$ 27. Que absurdo, que vergonha, meu Brasil”, afirma.

“É de arrepiar. Olha isso aqui. O que está em promoção no mercado: osso. É isso que estão oferecendo para o nosso povo. Nosso Brasil que já chegou a viver o pleno emprego, onde o pobre podia comprar o seu carrinho, sua moto. Podia viajar, podia colocar seu filho em uma faculdade. Milhões e milhões de pais e mães de família, morando em baixo da ponte, sem ter o que comer”, dispara o homem.

 

Metrópoles procurou o Sindicato dos Bancários de Mato Grosso para conversar com o presidente da instituição, Clodoaldo Barbosa. No entanto, a reportagem não obteve retorno até a publicação deste texto. O espaço segue aberto.