SEGUNDA LINHA
Rondonópolis: cidade do baixo clero, veja o vídeo
Parlamentar foi "corrigido" pelos colegas após tentar dar uma de humilde
28 de Março de 2023, 07h25
A empolgação e euforia ao assumir a vida pública no campo político faz com que o deputado estadual novato, Claudio Paisagista, atropele as ideias de forma que falta a sensatez e o bom-senso. Ainda mais que ele se utiliza de um discurso sensacionalista de coitado da periferia, onde viveu o sofrimento na pele.
Ele, que é natural da terceira maior cidade de Mato Grosso, foi contrariado por parlamentares ao dizer que a sua cidade é do baixo clero, durante a instalação da Comissão de Educação, em que faz parte como membro titular. Isso acaba refletindo a falta de respeito aos mais de 20 mil eleitores que garantiram a sua vaga na Assembleia Legislativa para representá-los.
“Pode ter certeza que esse deputado, que veio lá do interior, dos seis deputados novos que chegou aqui, só eu, vim do interior. Eu costumo dizer que a minha pré-candidatura, com a Baixada Cuiabana aqui, que estão na high society (tradução: alta sociedade), nós estamos no baixo clero”, lamentou o rondonopolitano Claudio.
O outro deputado novato, Fábio Tadim, com delicadeza para não constranger o coitado do colega, se posicionou com a ideia mal formulada por Claudio. “Primeiramente quero dizer que o Fabinho também é do interior de Várzea Grande (VG) da maior cidade do mundo. De Juscimeira para VG e de VG para Mato Grosso”, contestou.
E claro, o seu colega veterano que já apresentou embates nas sessões plenárias por serem de oposição, Valdir Barranco, ironizou a fala infeliz do Paisagista. “Interior mesmo é Nova Bandeirante que tem seis mil eleitores e o deputado chegou a 30 mil votos, agora. Não é moleza. Rondonópolis é uma cidade extraordinária, uma metrópole, uma potência de renda”, contrariou o novato.
Veja a fala do Deputado rondonopolitano:
E o que será que os moradores desta cidade pensam ao saberem que são considerados do baixo clero? Será mesmo que uma cidade com 250 mil habitantes, rica no ramo do agronegócio, comércios e na instalação de grandes e importantes indústrias precisa ser tão rebaixada? Só observamos e lamentamos!