GUIA VOLANTE

Matriculados reclamam falta de capacitação no módulo prático em curso do Sest/Senat-Roo

por Robson Morais

28 de Abril de 2016, 09h48

Matriculados reclamam falta de capacitação no módulo prático em curso do Sest/Senat-Roo
Matriculados reclamam falta de capacitação no módulo prático em curso do Sest/Senat-Roo

Alunos matriculados no curso 'Guia Volante' promovido pelo Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Sest/Senat) de Rondonópolis procuraram nesta semana a reportagem do GazetaMT para denunciar dificuldades em concluir o módulo prático da disciplina, a ser aplicado após o término da já encerrada etapa teórica. Dos 26 integrantes da turma, parte não mora em Rondonópolis e por falta de condições financeiras tem recorrido a albergues do município para se alojar. Outros reclamam, ainda, da falta de alimentação.

À reportagem, um aluno pediu para que fosse registrado o descontentamento. Segundo informado, a incerteza quanto ao início da segunda metade do curso já pago, somada ao desemprego e à demora em uma providência tem perturbado os que buscam a capacitação exigida pelas empresas e frustrado as expectativas de inclusão no mercado de trabalho. 

De acordo com o estipulado pelo Sest/Senat, o curso possui duração total de 100 horas, sendo 50 destas no módulo prático. Sem esta conclusão, o aluno não pode ser considerado capacitado. Procurada pelo GazetaMT, a diretora do Sest/Senat respondeu, com exclusividade, cada uma das indagações.

Cláudia Tedesco explica que após o término do módulo teórico do referido curso, encerrado pela turma mais recente no último dia 21 de abril (quinta-feira), há um prazo legal e previsto em contrato firmado junto ao matriculado que estabelece o prazo de até três meses para o início do módulo prático. Segundo ela, "alguns alunos já estão praticando e serão feitas escaldas de acordo com a disponibilidade da material e caminhões para o encaixe do restante da turma".

Sendo 26 os matriculados na turma mais recente, como conta a diretora, "não há no Sest/Senat veículos suficientes para suprir a demanda". Para auxiliar a entidade, o modelo de parceria firmado com a iniciativa privada vinha sendo, até então, o mais viável. Nele empresas parceiras contratam instrutores que fornecem as aulas práticas para os alguns dentro do próprio espaço da companhia, com a possibilidade ou não do profissional ser contratado após a conclusão, dependendo de seu desempenho. Como provedor do curso Guia Volante, o Sest/Senat garante a qualificação, mas não a contratação do profissional pelo mercado.

Em tempos de crise, empresas optaram por enxugar o contingente. Não houve contratação de instrutores nem interesse por avaliação e possível contratação de novos candidatos. A diretora do Sest/senat ressalta que vem buscando estratégias para atender a demanda do módulo prático dentro do prazo firmado no acordo.

Sobre os alojamentos e alimentação dos matriculados que não moram em Rondonópolis, Tedesco defende que não se trata de obrigatoriedade o fornecimento por parte do Sest/Senat. "O aluno que se matricula sabe dos encargos extras. Entendemos a dificuldade, mas o que nos cabe é o fornecimento das aulas e da capacitação deste profissional, e o aluno se encarrega do restante", frisa.

Aos alunos que moram em outras cidades, a recomendação da entidade é a de que retornem para a casa e aguardem o contato do Sest/Senat para o início do módulo prático assim que possibilitadas as vagas. Importante lembrar que o contato deverá ser feito dentro do prazo de três meses firmado junto ao matriculado.