Vacinação

Após caso de caxumba na seleção brasileira, Saúde orienta sobre imunização em Porto Alegre

De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, para evitar o contágio, é necessário fazer a imunização

por G1

28 de Junho de 2019, 14h54

Após caso de caxumba na seleção brasileira, Saúde orienta sobre imunização em Porto Alegre
Após caso de caxumba na seleção brasileira, Saúde orienta sobre imunização em Porto Alegre

Depois da confirmação de que o atacante da seleção brasileira Richarlison estava com caxumba, os jogadores e membros da delegação foram vacinados, na madrugada desta sexta-feira (28), após a partida na Arena do Grêmio, em Porto Alegre. A imunização foi realizada com a vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola.

A vacina está disponível na rede pública para todas as pessoas até 49 anos.

A vacinação, que aconteceu no hotel onde o grupo se hospedou, foi feita por técnicos e servidores do Núcleo de Imunizações e enfermeiros da Vigilância em Saúde da secretaria municipal. Uma ambulância do Samu foi deslocada para o local.

"A medida visa a garantir retaguarda em caso de qualquer reação adversa da imunização", explica o diretor da Vigilância em Saúde, José Carlos Sangiovanni.

Funcionários do hotel e dos locais onde a seleção treinou foram orientados a procurar uma unidade de saúde para se vacinarem.

De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, para evitar o contágio, é necessário fazer a imunização. Para isso, a orientação é de que as pessoas verifiquem a situação vacinal e atualizem a carteira de vacinação.

O atacante brasileiro, que atua na Inglaterra, teve início de sintomas na terça-feira (25), quando foram realizados os exames laboratoriais que confirmaram a doença. A recomendação é de que Richarlison fique isolado do restante da delegação.

Casos notificados de caxumba no RS

  • 2016: 479 casos
  • 2017: 115 casos
  • 2018: 14 casos
  • 2019: 01 caso

Segundo dados da SES, após a implementação da vacina, em 1997, houve uma queda no número de casos. A doença ressurgiu, a partir de 2015, com o aumento de pessoas infectadas entre os anos de 2016 e 2017.

Houve uma mudança no perfil de ocorrência da doença, que era comum entre crianças de 10 anos na era pré-vacinal, e passou a apresentar maior número de casos em adolescentes de 15 a 19 anos e em adultos de 20 a 29 anos.

Transmissão pela saliva

A caxumba é uma doença viral que causa aumento de glândulas salivares, dor e febre. A transmissão se dá por via aérea, através da disseminação de gotículas ou pela saliva, por isso é considerada de grande poder de contágio.

A incubação pode ser de 12 a 25 dias, em média 16 a 18 dias, e a transmissão começa seis dias antes das manifestações clínicas e vai até nove dias após o surgimento dos sintomas. O diagnóstico é basicamente clínico epidemiológico, e o tratamento é sintomático, com repouso e analgésicos.

Vacinação

A vacina tríplice viral (sarampo, rubéola e caxumba) foi implantada no Rio Grande do Sul em 1997 e desde 2013 o Ministério da Saúde recomenda uma dose da vacina tríplice viral aos 12 meses e uma dose da vacina tetraviral aos 15 meses de idade.

De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, a vacina é disponibilizada gratuitamente para pessoas de 1 a 49 anos de idade.

  • Considera-se vacinada a pessoa que comprovar duas doses da vacina entre 1 e 29 anos e uma dose de 30 a 49 anos.