Vôlei de Praia: Evento que custou mais de R$ 2 milhões terminou com fracasso de público
28 de Julho de 2014, 10h16
Uma porção de incompetência, duas pitadas de falta de transparência e personalismo a gosto. Ao que parece esta foi a receita utilizada pelo secretário estadual de Esportes, Ananias Filho, para garantir o fracasso de um evento que tinha tudo para dar certo.
Estamos falando da etapa do Circuito Challenger BB de Vôlei de Praia, encerrada no domingo (27) em Rondonópolis. Além de divulgar mal, o secretário tratou o evento público como se fosse particular. Recebeu os 'aliados' como um paxá e tentou impedir o acesso dos profissionais de imprensa considerados 'adversários' - aqueles que não se curvam ao poder e ao dinheiro.
O resultado é que a etapa de Rondonópolis foi praticamente ignorada pela população, registrando uma das menores médias de público da competição. Deu dó ver os atletas competindo para arquibancadas praticamente vazias, às moscas. E nem dá para culpar o mau tempo, já que na vizinha cidade de Itiquira, onde a chuva também não deu trégua, houve recorde de público na programação da Festa do Peão.
O detalhe é que, segundo os próprios organizadores, foram torrados mais de dois milhões de reais no evento realizado em Rondonópolis. Como praticamente não houve divulgação na mídia e a maior parte dos serviços de montagem da arena foi feito pela Prefeitura, ninguém sabe direito qual foi o destino da verba.
O caso é um mistério mesmo em se tratando de um evento coordenado pela Secretaria Estadual de Esportes e realizado pela Confederação Brasileira de Vôlei - entidade que, junto com a CBF, é considerada uma das mais corruptas do Brasil.
Está aí um caso que bem merecia a atenção do Ministério Público Federal e outros órgãos fiscalizadores.
Fica a dica.