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Amaggi e Bom Futuro são alvos de investigação em esquema de desmatamento na Amazônia

As empresas investigadas estariam associadas com grupo responsável por crimes ambientais no sudoeste do Pará

por EMERSON DOURADO

28 de Julho de 2016, 09h32

Amaggi e Bom Futuro são alvos de investigação em esquema de desmatamento na Amazônia
Amaggi e Bom Futuro são alvos de investigação em esquema de desmatamento na Amazônia

Eraí e Elusmar Maggi são alvo de ações na justiça. Foto - Redes Sociais
Um braço das investigações do caso “Rios Voadores” do MPF,no estado vizinho do Pará, chegou até a dois megaempresários mato-grossenses, os irmãos Elusmar Maggi e Eraí Maggi (PP), e as empresas Amaggi Exportação e Importação, uma das maiores companhias de compra e venda de grãos do país, e o grupo Bom Futuro – outro líder do segmento, por supostamente estarem envolvidos um esquema de desmatamento na Amazônia.

Na última semana, o Ministério Público Federal solicitou informações de transações comerciais dos dois grupos, com membros da família Junqueira Vilela, que vem sendo investigada por grilagem de terra e desmatamento ilegal de proporções gigantescas, no sudoeste do Pará. Uma verdadeira força tarefa, compreendendo o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Receita Federal e a Polícia Federal entregaram informações ao MPF, que indicam que no período de  2012 a 2015, os empresários Elusmar e Eraí Maggi e a Amaggi Exportação e Importação transferiram a quantia de R$ 10 milhões para Antônio José Junqueira Vilela Filho e Ricardo Caldeira Viacava, cunhado de Antonio, como forma de pagamento de uma possível compra de grãos em terra desmatadas ilegalmente.

O MPF quer saber o motivo desses pagamentos e a origem e o destino dos bens comercializados. Caso o dinheiro seja referente a comércio de grãos e animais vindos de áreas desmatadas ilegalmente, as empresas podem ser responsabilizadas pelo crime ambiental na companhia do grupo pego pela operação Rios Voadores.

Nota do Grupo Amaggi

Em função dos últimos desdobramentos da operação Rios Voadores, a AMAGGI informa que ainda não recebeu qualquer ofício emitido pelo Ministério Público Federal questionando suas transações comerciais. De todo modo, a AMAGGI também já esclarece que não realizou e não realiza aquisição de grãos produzidos em áreas localizadas no estado do Pará.