DE FORA
Por enquanto, Pátio e Sachetti estão ilesos da explosão causada por delação de Silval
28 de Agosto de 2017, 11h28
Até o presente momento, o atual prefeito de Rondonópolis, José Carlos do Pátio -SD, e o deputado federal Adeilton Sachetti -PSB, cujo nicho eleitoral também se concentra no município, escaparam ilesos dos efeitos provocados pela delação "monstruosa" do ex-governador Silval Barbosa -PMDB, acordada junto à Procuradoria Geral da República -PGR.
A lista de políticos citados até agora em delação pelo ex-governador Silval Barbosa é grande e contempla os mais variados escalões da política. A cada nome, atribui-se suposta participação direta ou indireta num esquema, tão quanto, gigantesco.
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Em 2014, Sachetti era presidente da Agência de Execução de Projetos da Copa de 2014 -Agecopa, fundada anos antes para a preparação para os jogos de futebol da Copa do Mundo. A inclusão de Mato Grosso como um dos Estados recebedores de investimentos estruturais paar abrigar o evento abriu brecha para muitos dos esquemas de corrupção, segundo o denunciado por Silval Barbosa.
Na mesma época, Sachetti entregou o cargo da presidência da Agecopa em meio às disputas internas e a troca do modal BRT para VLT, o qual se posicionou contrário. O deputado estava há cinco anos no cargo quando, em 2015, foi convocado a prestar depoimento.
Pátio era deputado estadual. Cumpriu mandato, se candidatou em 2014 à Prefeitura de Rondonópolis, venceu e deixou a ALMT. Na lista de Silval Barbosa, o atual gestor municipal não apareceu. Antes já havia sido blindado pelo depoimento do ex-deputado José Geraldo Riva, partícipe direto nos esquemas e cuja delação corrobora em muito a de Silval Barbosa.
Em março, Riva entregou 33 políticos de Mato Grosso, entre eles o ex-prefeito de Rondonópolis, Percival Muniz -PPS e o ministro da Agricultura, Blairo Maggi -PP. Riva é acusado de liderar um esquema que teria desviado R$ 62 milhões dos cofres do Legislativo através da compra fictícia de materiais de expediente.
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O listão do ex-governador aponta como partícipes diretos e/ou indiretos de um mega esquema de corrupção o atual ministro Blairo Maggi -PP, os senadores Wellington Fagundes -PR e Cidinho Santos, o atual prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro -PMDB, o deputado federal Ezequiel Fonseca -PP, deputados e ex-deputados estaduais -como J. Barreto -PR e José Riva), a atual prefeita de Juara, Luciane Bezerra -PSB (esposa do deputado também delatado Oscar Bezerra -PSB que, inclusive, preside a CPI da Copa instalada na Assembleia Legislativa do Estado).