Crise na Santa Casa

Bancada federal buscará ajuda de Bolsonaro

por GazetaMT

28 de Agosto de 2019, 08h51

Bancada federal buscará ajuda de Bolsonaro
Bancada federal buscará ajuda de Bolsonaro

A bancada federal de Mato Grosso se reunirá amanhã (29) com o presidente Jari Bolsonaro para tratar de uma série de questões, entre elas a seríssima crise financeira vivida pela Santa Casa de Rondonópolis, atolada em uma dívida de mais de R$ 24 milhões e ameaçada até de fechar suas portas. A ideia é pedir uma ajuda financeira ao presidente que dê um fôlego para hospital filantrópico, até que seja encontrada uma solução definitiva para a situação da Santa Casa, que acumula um déficit mensal de cerca de R$ 800 mil ao mês em suas contas.

Além da bancada federal, deputados estaduais e até o governador Mauro Mendes deve participar da reunião, e a ideia do grupo é solicitar uma ajuda em caráter emergencial, ou seja: de forma urgente, para que a direção da unidade hospitalar possa saldar suas dívidas mais urgentes enquanto se encontra uma solução mais definitiva para a situação.

Uma das alternativas seria o grupo se empenhar em liberar a emenda extra-orçamentária apresentada pelo deputado José Medeiros, no valor de R$ 10 milhões, que teria que ser liberada em poucos dias, para que de fato cumpra com a sua função de manter a Santa Casa aberta. Caso o recurso seja garantido, mas demore a chegar nos cofres do hospital, isso poderá ser tarde demais e ele pode realmente ser fechado.

Sem querer ensinar o padre a rezar a missa, o Buxixo entende que o hospital é mantido com recursos públicos, apesar de ser uma figura jurídica privada, o que talvez possa ser a explicação para a sua crise, já que os valores pagos pelos procedimentos médicos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) são baixos e isso acaba por gerar o déficit nas suas contas. Sem querer antecipar nada, a Santa Casa de Cuiabá passou por problema parecido e a solução encontrada foi estadualizar o hospital, passando a responsabilidade de sua gestão para o Governo do Estado, o que nos pareceu uma solução bem lógica, pois se é mantido com dinheiro público, que seja logo tornado público.

Essa é uma discussão que envolve muitos interesses e melindres, mas é preciso que a classe política foque no principal, que é se preservar o hospital funcionando, pois o mesmo é referência em cirurgias cardíacas e partos de alto risco. Quanto ao seu modelo de gestão, isso pouco importa ao cidadão, desde que quem esteja à frente do mesmo tenha condições de honrar com suas dívidas e compromissos.

Vamos acompanhar...