PELA ÁSIA
De Brasília, Maggi apresenta resultados de turnê internacional durante entrevista
28 de Setembro de 2016, 08h26
O ministro da Agricultura Blairo Maggi concedeu entrevista coletiva ontem (27) em Brasília, após retornar da turnê política que fez por países do continente asiático. No total, foram 25 dias de viagem, percorrendo China, Coreia do Sul, Tailândia, Mianmar, Vietnã, Malásia e Índia.
Boas notícias trouxera o nobre. Quanto aos resultados, projetou que o Brasil amplie entre 7% a 10% seus negócios agropecuários com os países do Oriente. Excelente para o país e principalmente para Mato Grosso, o Estado produtor da República.
Para Maggi, o Brasil precisa não apenas investir mais no mercado asiático como diversificar a pauta de exportações agrícolas para a região. "Somos fortes em alguns produtos, mas somos inexistentes em outros. Se queremos ampliar o nosso mercado, não vai ser aumentando volume de soja e milho, mas identificando outros produtos agrícolas de maior valor agregado. A ideia é explorar o que nós temos de potencial nesses países", afirmou.
Com o governo do Vietnã, Maggi tratou da reabertura do mercado para a exportação de carnes (suína, bovina e frango), além de laticínios. Na Malásia, discutiu a ampliação do mesmo mercado, além da exportação de animais vivos e material genético (sêmen congelado).
Com os indianos, o ministro tratou da venda de couro e pescados. Também foi anunciada a construção de uma fábrica no Brasil para a síntese de ativos agroquímicos, no valor de R$ 1 bilhão. O governo firmou ainda um acordo de R$ 100 milhões entre a Embrapa e a indiana UPL para o desenvolvimento de pesquisas em lentilha e grão de bico.
Na Coreia do Sul, a missão do Ministério da Agricultura finalizou a penúltima fase de habilitação da carne suína de Santa Catarina para exportação. Na China houve negociações empresariais para a venda de grãos e carnes. E Mianmar reabriu as licenças para a importação de carnes, frutas e grãos brasileiros.
Em resumo, estima o ministro que a viagem poderá render até US$ 2 bi em negócios. Sobre os hábitos políticos: uns viajam para gastar e esbanjar às custas do povo, outros para trazer investimentos e cumprir seu papel.
É mais ou menos por aí. Ponto para o ministro.