OPERAÇÃO SANGRIA

MPE denuncia 8 por desvio na saúde de Cuiabá; ex-secretário é tido como chefe

Pedido de abertura de ação penal foi encaminhado a 7ª Vara Criminal de Cuiabá e ainda está pendente de análise

por Cuiabá, MT - Rafael Costa

29 de Janeiro de 2019, 10h00

MPE denuncia 8 por desvio na saúde de Cuiabá; ex-secretário é tido como chefe
MPE denuncia 8 por desvio na saúde de Cuiabá; ex-secretário é tido como chefe

Oito pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público Estadual pela suspeita de integrar uma organização criminosa que fraudava contratos públicos e desviava dinheiro da secretaria de saúde de Cuiabá. Na relação consta o ex-secretário de saúde de Cuiabá, Huark Douglas Correia, e o ex-secretário adjunto Flávio Taques. Ambos exerceram cargos na gestão do prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB) e foram demitidos quando o escândalo veio à tona.

O pedido de abertura de ação penal foi encaminhado a 7ª Vara Criminal de Cuiabá e ainda está pendente de análise pela juíza Ana Cristina Silva Mendes.

A denúncia é desdobramento da Operação Sangria, deflagrada em dezembro de 2018 pela Delegacia Fazendária. Todos foram denunciados pela suspeita de integrar organização criminosa.

Em dezembro foram presos preventivamente o ex-secretário de Saúde de Cuiabá, Huark Douglas Correia, Fábio Liberali Weissheimer, Adriano Luiz Sousa, Kedna Iracema Fonteneli Servo, Luciano Correa Ribeiro, Flávio Alexandre Taques da Silva, Fábio Alex Taques Figueiredo e Celita Natalina Liberali. Todos já conseguiram habeas corpus na Justiça e estão em liberdade.

Durante as investigações da Delegacia Especializada de Crimes Fazendários e Contra a Administração Pública (Defaz) mais de 60 servidores foram ouvidos, incluindo médicos e servidores do setor administrativo.

Os oito presos preventivamente são apontados como os responsáveis por intermediar e direcionar a contratação de empresas por meio de pagamento de propinas. Eles ainda são suspeitos de integrarem uma organização criminosa e da prática de crimes de corrupção, fraudes e lavagem de dinheiro.

No mandado de prisão o ex-secretário é acusado de ser "o líder da organização criminosa que atua nas frentes de cargos políticos importantes para proporcionar o direcionamento das licitações e serviços de saúde para as empresas Proclin, Prolabore, Qualycare". É ressaltado ainda que após os mandados de busca e apreensão, o ex-secretário Huark Correia "passou a emitir ordens para seus colaboradores (Kedna, Fabio Taques, Flávio Taques, Adriano e Celita) destruírem provas".