E AGORA CLEOMAR?
Ex-petista pode afundar projeto de Pátio para 2020
Zé Carlos do Pátio exigiu a não publicação da licitação para que uma nova empresa preste o serviço de fiscalização eletrônica na cidade
29 de Outubro de 2019, 15h45
Conhecido nos meios de comunicação pela forma truculenta de tratar os profissionais da imprensa, Cleomar Pilar, assessor de comunicação da Prefeitura de Rondonópolis (MT), pode influenciar negativamente a campanha eleitoral de Zé Carlos do Pátio (SD) para 2020.
No último fim de semana, durante um ato no diretório do PT em Rondonópolis para comemorar o aniversário do ex-presidente, e atual hospede da Superintendência da Polícia Federal do Paraná, Luiz Inácio Lula da Silva, Pátio posou para uma foto. Na imagem, o prefeito, a esposa dele, Neuma de Morais, o então assessor e Lúdio Cabral (PT), aparecem fazendo um gesto com as mãos com o significado de 'Lula Livre'.
Logicamente, que o ato não foi bem visto nas redes sociais já que a maioria da população rondonopolitana expressa apoio ao então presidente Jair Bolsonaro. A dita foto, que foi publicada pela assessoria na página "Amigos do Zé do Pátio", rapidamente foi retirada do ar quando começaram as manifestações contra a postura do prefeito.
A Coluna Buxixo também tomou conhecimento sobre outra iniciativa de Zé Carlos do Pátio, com orientação do 'prestativo' assessor de imprensa, que exigiu a não publicação da licitação para que uma nova empresa preste o serviço de fiscalização eletrônica na cidade. Os radares foram desativados no mês de maio deste ano, porque o contrato com a empresa responsável terminou em janeiro do ano passado e desde então não havia sido renovado.
Uma nova licitação foi enviada pela Secretaria Municipal de Transporte e Trânsito para a Prefeitura, mas está parada. A ideia é que a licitação volte ao tramite novamente, após a reeleição de Zé Carlos do Pátio, já que se corresse no ritmo normal poderia atrapalhar os planos do atual prefeito.
Não que a população de Rondonópolis seja contra a reativação dos radares e redutores de velocidade, mas a prefeitura não deixa claro para onde vão os recursos adquiridos pelas multas aplicadas.