Decisão da Câmara põe em risco o patrimônio público

por GazetaMT

29 de Novembro de 2012, 10h22

Decisão da Câmara põe em risco o patrimônio público
Decisão da Câmara põe em risco o patrimônio público

Chegam a ser risíveis os argumentos utilizados pelos vereadores que ontem aprovaram a mudança no texto da Lei Orgânica, praticamente liberando prefeitos em fim de mandato a alienarem bens do patrimônio público. Houve de tudo, até apelos a amizades de infância.

O problema é que o caso está mais para tragédia do que para comédia, portanto não dá para rir.

Segundo fontes ouvidas pelo Buxixo, a decisão tomada ontem na Câmara Municipal foi precedida de muitas reuniões e de acertos inconfessáveis - o que pode ser indícios de que teremos outras notícias ruins pela frente.

Mas, é bom dizer, os riscos não se restringem ao momento atual. Ao patrolar as orientações jurídicas e também a opinião pública, que era contra a mudança na lei, os vereadores abriram uma brecha que poderá representar prejuízos sérios ao município.

Se no futuro tivermos um prefeito mal intencionado e uma Câmara submissa (como a atual) ou também mal intencionada, o patrimônio poderá ser dilapidado nos momentos finais das gestões. E, neste caso, toda a responsabilidade será dos dez parlamentares que aprovaram o tal projeto.

É bom anotar os nomes desses moços, são eles: Adonias Fernandes (PMDB), Lourisvaldo Manoel de Oliveira (PMDB), Miltão (PMDB), Manoel da Silva Neto (PMDB), Hélio Pichionni (PR), José Márcio Guedes (PR), Olímpio Alvis (PR), Cido Silva (PP), Milton Mutum (PSD) e João Gomes (PSD).